domingo, 17 de fevereiro de 2008

Mutismo seletivo

Quando não posso ser
sincero nos meus sentimentos.
Quando a agressão se torna
estímulo para a interação.
Quando esperam que eu não seja
aquilo que realmente sou.
Quando trazem superficialidade
disfarçada por conceitos fora de lugar.
Quando as respostas para
as mais importantes perguntas não chegam.

Quando preciso lidar com a intolerância
de pessoas incapazes de ver que o mundo
não é igual para todos.
Quando palavras sinceras se perdem
em meio a sentimentos fabricados usados
sem o menor critério.
Quando aquilo que tenho de melhor
a oferecer é tratado com chacota.

Me satisfaço em emitir uma resposta,
sem esperar que seja entendida,
para então mergulhar nos meus pensamentos,
ou qualquer estímulo que não faça parte do
contexto principal.

Nada mais precisa ser dito ou argumentado.
Faço do silêncio meu maior argumento
e testemunha de onde prefiro estar.


Está errado, está quebrado, mas é deste jeito que é.

Um comentário:

Carmem L Vilanova disse...

Gostei do seu texto e me chamou muito a atençao peloato de que eu tenho uma filha de 4 anos que tem este problema de Mutismo Seletivo em um grau bastante grave, pois sóo há tres pessoas com quem ela fala,eu (a mae), o pai e o irmao mais velho, ninguém mais desde o momento em que começou a falar, no entanto é uma menina extremamente inteligente pelo fato de ser muito concentrada na escola... Vivemos o drama da incompreensao dos demais, inclusive família, mas a depender de nós (pais) ela terá sempre o nosso apoio para seguir em frente e ser sempre o melhor Ser Humano que possa existir...
Obrigada pelo seu texto...
Um lindo fim de semana!