sábado, 22 de setembro de 2007

Resumão de Psicanálise

Este resumo não exime ninguém de ler os livros recomendados, mas serve para ajudar aqueles que já leram e para dar uma idéia sobre os termos psicanalíticos para aqueles que ainda não leram.

As Cinco Premissas da Psicanálise:


1. Existe um inconsciente dinâmico.


2. Existe uma sexualidade infantil.


3. O núcleo da neurose é o complexo de édipo.


4. A neurose do adulto é a repetição da neurose infantil.


5. O indivíduo adoece com a diminuição da capacidade de amar.


Anotações:

O inconsciente dinâmico exerce grande influência na conduta dos pacientes.

A sexualidade infantil é o conjunto de transformações no corpo e no psiquismo que se iniciam no nascimento e culminam na fase fálica.

A neurose está ligada a uma tendência a repetir situações traumáticas.

Freud: focalizava suas teorias no complexo de édipo e na sexualidade infantil.

Pós-Freudianos: focalizavam nas primeiras experiências emocionais infantis.


As duas hipóteses fundamentais da Psicanálise:


As duas hipóteses fundamentais são o determinismo psíquico e o inconsciente.


Teoria Psicanalítica é um corpo de hipóteses sobre o funcionamento e desenvolvimento da mente humana.


O Determinismo Psíquico afirma que nada acontece por acaso na mente, tudo está relacionado com algo anterior. Os sonhos também estão sujeitos a essa regra.


A Técnica Psicanalítica são métodos indiretos para o estudo de fenômenos psíquicos ocultos.


A Associação Livre é a essência da técnica psicanalítica.


O Pré-consciente detém tudo aquilo que é de fácil acesso, como memórias e lembranças que podem facilmente tornar-se conscientes.


O Inconsciente detém aquele conteúdo de difícil acesso e exerce grande influência na vida mental.


Os Atos falhos ocorrem por influência do inconsciente.


Impulsos


Impulsos são forças instintivas que, juntamente às percepções sensoriais, vinculam a Psicanálise com a Biologia.


A diferença entre instinto e impulso está na resposta motora do impulso que é mediada pelo Ego.


Os impulsos são dinâmicos pois possuem uma fonte, uma finalidade, um objeto e uma força, empregado energia psíquica (catexia); são inatos e internos ao organismo; estão no limite entre o somático e o psicológico (no limite entre as necessidade fisiológicas e as necessidades psicológicas); pertencem ao inconsciente, mas tornam-se conscientes quando se ligam a um afeto ou a uma representação.


Representações abrangem sensações e experiências emocionais primitivas que ficam impressas no Ego.


Pulsões (impulsos) são dinâmicas, originam-se do corpo (fonte), visam obter satisfação (finalidade), possuem um objeto que pode ser uma pessoa ou a própria pessoa, e empregam uma energia e intensidade (força/catexia) que é constante enquanto não há satisfação.


As pulsões passam por vicissitudes, que são a transformação ou deslocamento da energia psíquica de uma pulsão para outra.


Tensão é o estado de excitação psíquica provocada por um impulso que impele o indivíduo a buscar alguma gratificação.


A Energia Psíquica é a energia envolvida na tensão provocada por um impulso.


Catexia é a quantidade de energia psíquica associada à representação mental de uma pessoa ou objeto.


Libido é a energia com um componente erótico originária de um impulso sexual. A libido abrange todas as pulsões que se relacionam ao amor.


Destruto é a energia com um componente destrutivo originária de um impulso agressivo.


Fases do desenvolvimento psicossexual são fases de fluxo gradual e variável, denominadas fase oral, fase anal, fase fálica, latência e fase genital. Os nomes estão relacionados ao objeto e modalidade de gratificação em que está investida grande energia psíquica.

As três primeiras fases (oral, anal e fálica) compreendem o desenvolvimento psicossexual da criança. A fase oral e a fase anal são conhecidas também como a fase narcísica.

Tanto o impulso libidinal quanto o impulso agressivo participam da progressão das fases.


As pulsões normais são aquelas observadas no desenvolvimento psicossexual.


Intercâmbio de pulsões podem ser exemplificadas quando o sadismo vira masoquismo ou o voyeurismo vira exibicionismo.


A transformação de pulsões pode ser exemplificada pelos mecanismos de sublimação - quando a energia da pulsão sexual é empregada em outra atividade; repressão - quando a energia é reprimida para o inconsciente; e pela formação reativa - quando a energia é manifesta de uma forma contrária à pulsão original.


Compulsão a repetição trata-se da tendência de voltar a catexia para objetos que já foram altamente catexizados e repetir a modalidade de gratificação.


Fixação da libido é a permanência de forte catexia libidinal em algum objeto ou modalidade de gratificação de uma fase passada.


Refluxo ou regressão é quando, na progressão normal do desenvolvimento psicossexual, a catexia libidinal retorna para um objeto de alguma fase anterior. Quando é desencadeada por um impulso trata-se de uma regressão instintiva.


Auto-erotismo é voltar a catexia libidinal dispensada a um objeto para o próprio corpo.


Infantilismo psicossexual: refere-se àquelas pessoas que se tornam fixadas em algum estágio do desenvolvimento psicossexual e não atingem a maturação para a heterossexualidade.


O Aparelho Psíquico


A mente é dinâmica em seu amadurecimento e funcionamento. As fases não possuem uma divisão bem definida e eventos marcantes em cada fase costumam influência a vida mental por um longo tempo.


A diferença entre pré-consciente e inconsciente é que aquilo que está no pré-consciente torna-se consciente facilmente.


A Psicologia Profunda (ou Ψ do Ics.) trata dos conteúdos e processos mentais impedidos de atingir a consciência por alguma força psíquica.


As três hipóteses do Aparelho Psíquico:


1ª. Hipótese Telescópica (ou do Trauma): modelo funcional → uma percepção ou sensação chega a mente e provoca uma resposta motora (sistema perceptivo → mente → sistema motor). Paradigma: o neurótico possui remanescências que precisam ser revividas.


2ª. Hipótese Topográfica: dividia a mente em consciente, pré-consciente e inconsciente. Paradigma: o que é inconsciente precisa se tornar consciente.


3ª. Hipótese Estrutural: divide a mente em Id, Ego e Superego. Paradigma: onde há Id precisa haver Ego.


Diferença entre a 2a e a 3a Hipótese: a 3a hipótese é mais dinâmica.


Id é onde residem os impulsos. Ego é onde a mente interage com o ambiente e onde os impulsos do Id são intermediados com os preceitos morais do Superego. Superego é onde residem os preceitos morais.


As funções do Ego são o controle motor, a percepção sensorial, as lembranças, os sentimentos e os pensamentos.


A Prova da Realidade é uma função do Ego que consiste em distinguir os estímulos do ambiente (externos) dos impulsos e desejos do Id (internos).


Os fatores de desenvolvimento gradativo do ego são dois: o crescimento físico sistema nervoso central (maturação) que é geneticamente determinado e os fatores experienciais.


O corpo do bebê tem uma importância fundamental para o desenvolvimento do Ego pois, diferente dos demais objetos, o corpo não é apenas sentido, mas também sente. Isso define o Ego corporal.


Identificação é o processo que enriquece o ego para melhor ou para pior.


A identificação com o agressor ocorre quando um objeto é catexizado pela energia agressiva e o indivíduo sente satisfação de participar ele próprio, pelo menos em fantasia, do poder e da glória que atribui ao seu oponente.


O Superego é formado durante o complexo de édipo, como subproduto do medo da castração – é uma instância psíquica que se separou do ego. É a internalização simbólica da figura paterna e da cultura ideal. O Superego age como consciência, mantendo o senso de moral e de proibição, e por tender a ficar em constante oposição aos desejos do Id acaba sendo agressivo com o Ego. Diz-se que o Superego é o herdeiro do complexo de édipo por sua formação estar marcada pelas proibições paternais que impedem a realização dos desejos incestuosos dessa fase. Ele emerge da solução dada pela criança a esse impedimento, na forma da introjeção dos pais para si (identificação).

O Superego também encontra a energia para sua formação no sentimento de hostilidade da criança para consigo mesma.


As três funções principais do Superego são:

Auto-observação;

Consciência moral – responsável pela culpa;

Ideal – responsável pelo sentimento de inferioridade.


Ideal do Ego é uma subdivisão do ego, relativamente autônoma, que surge com a perda do narcisismo individual e permite a submissão de grupos à figura de um líder.


Ego Auxiliar são objetos do Superego que se organizam como aliados do Ego, estabelecendo limites e impondo valores de forma não agressiva


Processo primário é o modo original como funciona aparelho psíquico, característico de um Ego imaturo. No processo primário a energia psíquica se desloca e descarrega no Id ou no Ego imaturo.


A tendência a gratificação imediata, a facilidade com que a catexia pode ser deslocada do objeto original ou a facilidade com que um método de descarga pode ser substituído por outro são características do processo primário.

O deslocamento está ligado ao modo como o Ego originalmente se manifesta, até evoluir e se tornar capaz de retardar a descarga da energia catéxica.


O
pensamento do processo primário é ilógico, atemporal, confuso, não verbalizado e sem seqüência.


São três os aspectos do pensamento do processo primário:

  1. Deslocamento: uma parte representa o todo ou o todo representa uma parte de uma idéia ou objeto.

  2. Simbolismo: linguagem inconsciente para objetos e idéias proibidas.

  3. Condensação: várias idéias são representadas por uma idéia ou parte de uma idéia.


Renegação: o indivíduo acredita em nível inconsciente ter sofrido a castração, sem ter sido deveras castrado.


Perverso polimórfico: é a capacidade de utilizar qualquer tipo de objeto como fonte de prazer. É característico das fases iniciais do desenvolvimento psicossexual, a catexia fica dispersa em vários órgãos.


O processo secundário é o modo característico de funcionamento do Ego maduro. São características do processo secundário o pensamento consciente, primariamente verbal que obedece as leis habituais da sintaxe e da lógica.


Neutralização é colocar a energia de um impulso a serviço do Ego. No processo primário a energia do impulso não é neutralizada. No processo secundário a energia do impulso é neutralizada.


A frustração é importante para a maturação e desenvolvimento do Ego pois estabelece os limites entre o "eu" e o "não eu".


O Ego pode opor-se aos impulsos e desejos do Id, e até mesmo combatê-los.O desenvolvimento do Ego determina inevitavelmente um certo grau de enfraquecimento do Id.


Os processos de gratificação fantasiosa são devaneios ou sonhos onde os desejos do Id se encontram parcialmente realizados, trazendo uma certa gratificação.


O Princípio do Prazer é a tendência da mente em obter prazer e evitar o desprazer. O Id é dominado pelo princípio do prazer e pelo processo primário.


É importante notar a diferença entre o princípio do prazer e o processo primário: o processo primário é objetivo, enquanto o princípio do prazer é subjetivo.


Duas Teorias da Ansiedade


1ª. Teoria da Ansiedade: a ansiedade seria resultado da transformação da libido represada.


2ª. Teoria da Ansiedade: a ansiedade seria conseqüência da influência de estímulos que podiam emanar dos impulsos ou do ambiente.


A ansiedade é causada por estímulos internos do Id ou externos do ambiente que ficam represados e não são adequadamente assimilados pelo Ego, dando origem a uma situação traumática.


Ansiedade de alarme é uma função do ego que visa prevenir o trauma por meio da antecipação da ansiedade de uma situação traumática, em uma situação de perigo ou de perigo eminente.


A função normal da ansiedade é permitir ao Ego inibir os impulsos e desejos perigosos do Id.


Mecanismos de defesa do Aparelho Psíquico


Defesa (atividade defensiva do Ego) é o controle exercido pelo Ego sobre os impulsos do Id, usando a ansiedade que age sobre o "onipotente" princípio do prazer.


Contracatexia é a energia empregada pelos mecanismos de defesa e que faz oposição às catexias.


Supressão: atividade consciente de "esquecer" um conteúdo.



Mecanismos de Defesa:


  1. Repressão: atividade inconsciente em que um conteúdo é bloqueado ao acesso do consciente.

  2. Formação reativa: transformar um sentimento em seu oposto.

  3. Isolamento do sentimento: uma fantasia ou pensamento aparece no consciente isolada de seu respectivo sentimento.

  4. Anulação: ação que visa anular suposto dano.

  5. Projeção: atribuir impulso ou desejo seu a outra pessoa.

  6. Voltar-se contra si próprio: utilizar-se como meio de gratificação a um impulso destrutivo.

  7. Negação: negar a realidade externa.

  8. Identificação: introjetar as características de outrem.

  9. Regressão: voltar a uma fase anterior relacionada ao trauma que desencadeia o mecanismo.

  10. Sublimação: gratificar os impulsos por meio de uma atividade produtiva e aceita pelo Superego.


Os mecanismos de defesa raramente são empregados de modo isolado ou mesmo aos pares, ao contrário, muitos são usados em conjunto. Em geral um ou dois mecanismos sobressaem-se como sendo os mais importantes.


As Transformações Sofridas pelo Ego


Segundo Freud não haveria ego no recém-nascido, no início apenas o Id está presente. Madeleine Klein e outros refutam essa idéia, para os pós-freudianos o ego é inato.


O Ego Arcaico (ou Ego do prazer puro) já permite interação com o mundo exterior, mas é incapaz de diferenciar o "eu" do "não eu" por não possuir condições neurobiológicas para tanto. Nesta fase o bebê expele (projeta) tudo que for desagradável e retém (introjeta) tudo o que for agradável.


No Ego da Realidade Primitiva persiste a indiscriminação entre o "eu" e o "outro", a realidade exterior. O processo de representações no ego está em pleno andamento.


O Ego da Realidade Definitiva é o estágio em que a criança procura reencontrar no exterior um objeto real que corresponda à representação de um objeto primitivamente satisfatório e perdido.


As Funções do Ego


Freud definiu o Ego como sendo um conjunto de funções e de representações a nível inconsciente e consciente. Na Psicanálise Clássica a preocupação era com os conflitos que se processavam no plano inconsciente entre as pulsões e as defesas; já na Psicanálise Contemporânea Vincular, embora persista a valorização da abordagem clássica, é concedida grande importância a muitos outros aspetos do plano consciente.


As Funções Egóicas apresentam implicações inconscientes mas manifestam-se principalmente no plano consciente. Estão intimamente ligadas aos órgãos dos sentidos, contatam diretamente a realidade externa com a finalidade adaptativa.


As funções inconscientes do Ego são os mecanismos de defesa e a ansiedade.


Atividades com participação consciente do Ego:


Percepção: é como o indivíduo percebe o mundo exterior e a possível intenção dos outros, e como o indivíduo percebe a si próprio.


Pensamento: a capacidade para pensar de forma eficaz tem origem no plano inconsciente do ego. Depende da capacidade do sujeito se deprimir para possibilitar a formação de símbolos que permitam a generalização e abstração do pensamento. O ato de pensar requer o estabelecimento de confrontos e correlações entre idéias, fatos presentes e passados e entre aspectos contraditórios de si mesmo.


Juízo Crítico: supõe a capacidade do ego em articular e discriminar diversos pensamentos que são separados entre si, relaciona-se a capacidade de raciocínio (articulação de diversos juízos).


Capacidade de Síntese: consiste em juntar e integrar os mesmos elementos que estão sendo pensados, mas com um novo arranjo combinatório de modo a possibilitar um novo significado.


Conhecimento: função egóica importante na prática psicanalítica pois permite tomar ciência das verdades penosas, externas e internas.


Linguagem e Comunicação: dá boa ou má resolução das funções do pensamento e conhecimento, e resultará na qualidade da estrutura lingüística e comunicacional.


Ação: função do ego que se refere ao plano comportamental. Depende da harmonia entre as funções de pensamento de conhecimento com as funções de conduta (ação). A falha nesta função egóica acarretará na reprodução das vivências de impotência infantil e na descarga da ansiedade na forma de actings e de condutas sintomas.


Diferença entre a visão Psicanalítica da visão Behaviorista do comportamento: os Psicanalistas valorizam a participação do Ego (mundo interior) na conduta do indivíduo, já os Behavioristas preocupam-se apenas com os estímulos positivos e inibitórios provenientes do ambiente, que geram a resposta ou conduta exterior.


Atividades com participação inconsciente do Ego:


Formação de ansiedade: divide-se em dois tipos de angústia. A angústia automática ocorre quando há um excesso de estímulos que o Ego não consegue processar e, por isso, reprime-os. A angústia sinal é concebida como "sinal" emitido pelo ego diante de uma ameça, para então processar-se a repressão.


Mecanismos de defesa, também são uma atividade inconsciente do Ego.


Ansiedades e Angústias identificadas por Freud


Ansiedade: receio sem relação com qualquer contexto de perigo de causa psicológica inconsciente.


Angústia: ansiedade ou aflição intensa.


Angústia de Nascimento: situação traumática primal.


Angústia de Desamparo: deriva da incapacidade do ego em processar os traumas psíquicos e pode ser considerada como o protótipo de todas as demais angústias. Manifesta-se com uma terrível sensação de desvalia e abandono.


Angústia de perda: ocorre em momentos de separação do objeto catexizado.


Angústia de perda do amor dos pais: ocorre no complexo de édipo e é importante no desenvolvimento psicossexual da criança.


Angústia de castração: também ocorre no complexo de édipo. Quando mal resolvida pode gerar problemas como insegurança.


Angústia de culpa e medo diante do Superego: ameaça de punição em nível de vida mental caso houver transgressão do código de valores impostos pelo Superego.


Angústia devido à presença do instinto de morte (thanatos): desejo inato ao ser humano de autodestruição.


1ª. Teoria da Ansiedade: a ansiedade é resultado da descarga de um represamento inadequado da libido. A ansiedade era a libido transformada em uma manifestação patológica.


2ª. Teoria da Ansiedade: a ansiedade é o problema central da neurose e tinha uma base biológica herdada. Sendo o ego o local de todas as emoções, a ansiedade deveria, portanto, ser sentida no ego. Quanto mais desenvolvido for o ego mais ele será capaz de dominar ou descarregar os estímulos produzidos quer sejam eles de ordem interna ou externa. A situação se tornaria traumática apenas quando esses estímulos superarem a capacidade do ego de digerí-los adequadamente.


Diferença entre a 1ª Teoria da Ansiedade e a 2ª Teoria da Ansiedade: na primeira teoria a ansiedade é originada por estímulos internos, na segunda teoria a ansiedade pode tanto ser originada por estímulos internos quanto externos.


Mecanismos de Defesa do Ego


São processados pelo Ego e são praticamente inconscientes. Quanto mais imaturo e menos desenvolvido estiver o ego, mais primitivas e carregadas de magia serão as defesas. O mecanismo fundamental do ego é rejeitar de qualquer forma a vivência e a tomada de conhecimento de experiências emocionais ansiogênicas.


A importância dos mecanismos de defesa: todos os mecanismos de defesa participam do enriquecimento do Ego, ou seja, são estruturantes para a época do seu surgimento. A forma e o grau do emprego destes mecanismos diante da ansiedade é que vai determinar a natureza da formação de uma normalidade ou patologia nas diferentes estruturas psíquicas.


Símbolos


A Formação de Símbolos é uma capacidade exclusiva do ser humano e é por meio dela que a criança terá acesso a outras capacidades de conceituar, generalizar, abstrair, verbalizar, construir metáforas e criar, sendo que a aquisição e a verbalização da palavra que designa fatos e idéias – característica do processo secundário – representa um dos mais nobres símbolos.


Identificação


Identificação é a aquisição de um sentimento de identidade coesa e harmônica resulta do reconhecimento e da elaboração de diferentes identificações parciais que foram sendo incorporadas aos indivíduos pela introjeção dos valores dos pais que, por sua vez, transmitem os valores que assimilaram da sociedade.


Dois tipos de identificação


Proto-identificação: tem natureza arcaica e divide-se em 4 modalidades:


  • Adesiva, quando há uma fusão e não se forma uma identificação acompanhada de uma necessária individuação (o indivíduo absorve a característica como ela é, sem adaptá-la à sua subjetividade).

  • Especular, comum na infância quando a criança comporta-se como se fosse uma mera imagem que só reflete os desejos da mãe.

  • Aditiva, quando o indivíduo não encontra sua identidade própria e torna-se dependente de certas pessoas que complementam as lacunas de sua personalidade.

  • Imitativa, que é a identificação saudável, quando a criança introjeta as características sem anular-se, sem tornar-se dependente, e adaptando-as às sua subjetividade.


Identificação propriamente dita é aquela que resulta dos processos de introjeção de figuras paternais dentro do ego sob a forma de representação objetais - símbolos - e no superego.


Tipos e causas das identificações propriamente ditas


  • Com a figura amada e admirada, tipo mais sadio e harmônico de identificação;

  • Com a figura idealizada, costuma ser frágil devido à pequena tolerância às decepções e custa ao indivíduo um esvaziamento de suas capacidades afetivas;

  • Com a figura odiada, que configura a identificação com o agressor;

  • Com a figura perdida, base do processo depressivo;

  • Com a figura que, na realidade ou na fantasia, foi atacada - identificação com a vítima;

  • Com valores impostos pelos pais, mais evidente ao final do complexo de édipo.


A identificação pode se dar por meio da projeção, onde características do próprio indivíduo que, de início, não podem ser assimiladas por ele, são projetadas em outrem para então serem introjetadas.


A aquisição do sentimento de identidade se dá em vários planos - sexual, social, profissional - e inicia-se com as múltiplas identificações parciais ou totais, saudáveis ou não. A identidade sofre contínuas transformações ao longo da vida. Existem vários transtornos do sentimento de identidade, tais como os normais - como a adolescência -, até as formas patológicas que aparecem em indivíduos psicopatas.


Falso Self” é uma percepção errada que o indivíduo possui de si mesmo, que o leva a agir de maneira diferente àquela que seria de se esperar de sua formação.


Difusão de identidade é quando o indivíduo projeta suas características nos outros e as encontra de maneira desintegrada em si mesmo.

7 comentários:

Pαtríciα ੴ~° disse...

Oie.. gostei bastante deste resumão.
me ajudou bastante na organização de tópicos para estudo, pois também sou estudante de psicologia.
Estudo na UNESC de Cacoal,Rondônia.

Estou procurando manter contato com estudantes de psicologia de outras regiões do Brasil;Então se não for pedir muito me adicione no MSN: patricinharf@hotmail.com

Desde já obrigada..

Silvia disse...

Nossa! que maravilhosa capacidade de síntese voce tem! Parabéns, será muito útil pra mim. Abraços
Silvia

Marina Beth disse...

oi Cláudio.. queria usar um trecho no seu resumão emum trabalho que estou fazendo sobre sublimação. o problema é, como cito esta fonte na nota de radapé? acredito que somente seria válida se tivesse seu nome e sobrenome e depois colocasse, Acadêmico do curso de Psicologia da UCPEL., disponível em www.....
pode me dar um auxílio nisto aí??
marina.teixeira@yahoo.com.br
fico em aguardo.. obrigada!

Marina Beth disse...

Obrigada!
recebi o retorno bem rapidinho..........

Repórter Oculto disse...

Excelente. Muito bom. Após ler os textos de Freud, dá pra concatenar as idéias. Sugiro também:
GLOSSÁRIO COM TERMOS PSICANALÍTICOS
- Dra Ruth M. Cerqueira Leite, do Departamento de Psiquiatria da Unicamp -
(Jornal "Folha de São Paulo", Folhetim, 23 de setembro de 1979)
:

Angelina Silveira de Menezes disse...

Muito bom, objetivo....

Tecnologia-Fatima disse...

Obrigada por facilitar minha vida corrida com esse resumão. ;.)