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quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Usando RSS e o Firefox para se manter atualizado

Hoje resolvi criar um post para ajudar a divulgar e a utilizar com eficiência o recurso de RSS nos favoritos do Mozilla Firefox. RSS é o acrônimo para Really Simple Syndication, um formato voltado para a web que permite que provedores de conteúdos atualizados com frequência possam ser acompanhados com facilidade. Por meio desta tecnologia posso acompanhar instantaneamente uma grande quantidade de notícias, de forma organizada e não intrusiva. Digo não intrusiva pois não gosto de coisas "pipocando" na minha tela e nem de ter a caixa de entrada do meu e-mail sobrecarregada. Acesso as notícias apenas quando quero.
Segue um passo-a-passo para utilizar esta tecnologia:
1. Baixe o Mozilla Firefox neste endereço: http://www.mozilla.com/pt-BR/firefox/ e instale.

2. Na área conhecida como "Barra dos favoritos", onde ficam os links inteligentes "Mais visitados", "Últimas notícias", etc, clique com o botão direito do mouse e selecione a opção "Nova pasta..." no menu que irá aparecer.

Nomeie a nova pasta como "Notícias" ou como achar melhor. Não é preciso escrever nada no campo "Descrição". No meu caso, como meu foco é Psicologia, minha pasta se chama "PsyNews", mas irei criar uma pasta com o nome de "Notícias" para poder ilustrar este passo-a-passo.

3. Com a pasta criada, precisamos agora encontrar sites de conteúdo RSS ou Atom. Muitas agências de notícias e praticamente todos os blogs utilizam esta tecnologia. Vou usar a versão on-line da Scientific American como exemplo.
Primeiro é preciso acessar o site da Scientific American (SciAm) no endereço: http://www.scientificamerican.com/ - depois é preciso encontrar o link RSS. No caso da SciAm seus RSS' estão categorizados em uma barrinha amarela logo abaixo da barra título principal:
Vou escolher a categoria "Psychology". Nela, logo abaixo do título, encontrarei um ícone azul onde está escrito ao lado "Psychology RSS Feed". Clicando no link serei levado à seguinte página:
http://www.scientificamerican.com/page.cfm?section=rsscategory&alias=psychology
Nela estão categorizados os feeds de Psicologia.
Clicando em "Subscribe" seremos levados a uma página com a seguinte aparência:
Clicando sobre o botão "Inscrever agora" veremos um menu como este abaixo:
Ao lado de onde aparece a opção "Pasta" existe uma seta apontando para baixo, descrita como "Exibir todas as pastas dos favoritos". Então basta clicar nela e selecionar a pasta que foi criada para os feeds, "Notícias", e clicar em Inscrever.
Após realizada a inscrição, clique sobre a pasta "Notícias", na "Barra dos favoritos" e veja o resultado:

São as últimas notícias da Scientific American organizadas na forma de um menu prontamente acessível. Toda vez que uma notícia nova for publicada, o menu será automaticamente atualizado. Para ler uma notícia, basta clicar sobre ela. Repare que, na parte inferior do menu com a listagem das notícias, existe um link que permite acessar a página de origem de todas as notícias onde está escrito 'Abrir "Scientific American - Psychology"'; clicando neste link você será levado à página da Scientific American.

4. Outra forma ainda mais fácil de se inscrever em um feed é aquela comumente encontrada nos blogs. Por exemplo, estando no meu blog, na barra de endereços, é possível encontrar o ícone do RSS em sua cor original, laranja. Veja:
Basta clicar sobre o ícone para poder realizar a inscrição.

5. Após dominado o processo de inscrição, basta procurar páginas de conteúdo interessante e mantê-las organizadas nos menus. Para ter uma ideia do que é possível fazer, veja como organizo o conteúdo que acesso:

Em "PsyNews" existem pastas para Twitters e para Blogs de conteúdo científico, para os feeds da Scientific American que me interessam e para as publicações da APA, além dos feeds do American Journal of Psychiatry e para o Science Daily. Posso navegar pelas notícias atualizadas deles todos apenas passando o mouse pelos menus. A medida que eu for encontrando novos provedores de informação, só preciso ir acrescentando aos que já possuo.

6. Para facilitar o trabalho, segue uma lista de feeds que acompanho. Basta clicar sobre o feed para ir à página onde é possível realizar a inscrição:

a. ScienceDaily: Mind & Brain News
b. PsychiatryOnline Journals - The American Journal of Psychiatry
c. American Psychological Association - RSS Feeds
d. Scientific American (usar barra amarela para escolher os feeds)
e. SpringerLink: Psychopharmacology
f. Blogs de Neurociência e Neurofilosofia
-- I. The Frontal Cortex
-- II. Mind Hacks
-- III. Neurophilosophy
-- IV. coNeCte | Sociedade Brasileira de Neurociências e Comportamento
-- V. Brain Blogger
-- VI. Of Two Minds
-- VII. Conscious Entities
g. Blogs de Psicologia Brasileiros
-- I. Análise e Síntese
-- II. Comporte-se
-- III. PsicologiaRG (:
-- IV. Olhar Comportamental
-- V. Montando o quebra-cabeça
-- VI. Psicológico
-- VII. Científica Mente
-- VIII. Antes que eu me esqueça
-- Obs.: Nestes blogs é possível encontrar, na barra lateral direita, links para muitos outros blogs de Psicologia. Aconselho ao leitor que navegue por estes blogs e se inscreva naqueles que mais lhe agradarem.
h. Twitters de Ciência, Neurociência e Psicologia
-- I. Whole Brain Catalog
-- II. Neurotechnology
-- III. PsyDir News
-- IV. Science News
-- V. Richard Wiseman
-- VI. Singularity News
-- VII. UCSF Memory and Aging Center
-- VIII. APA Help Center
-- IX. Brain Damage Net
-- X. National Institute of Mental Health
-- XI. Digg Science
-- XII. Cerebral Hack
-- XIII. WB Neuroscience
-- XIV. Elsevier Neuroscience
Obs.: O twitter, com os profiles originais de entidades envolvidas em ciências, se tornou uma ótima ferramenta de atualização de conhecimento. Mas, após começar a navegar pelo twitter por meio dos feeds nos menus de favoritos, fica claro que a forma original, na qual todas as notícias aparecem juntas na página inicial, era bastante ineficiente. Ainda bem que podemos usar os feeds. (:

Existem outras maneiras de usar os feeds, com programas dedicados exclusivamente para isso, em páginas da internet, em outros navegadores como o Internet Explorer e o Opera... Esta forma, pelo Firefox, foi a que melhor se adaptou às minhas necessidades.

Adendo: Personalizando notícias com o Google News

Já imaginou como seria bom uma agência de notícias ou um jornal que buscasse e publicasse exclusivamente as notícias sobre assuntos que nos interessam, trazendo estritamente as novidades daquilo que queremos saber? Com o Google News é relativamente fácil criar uma ferramenta assim.

1. É preciso possuir uma conta no Google e estar logado nela.

2. Acesse a página do Google News: http://news.google.com/

3. No canto superior direito da página do Google News, clique em Add a section

4. A direita da página que será aberta, veremos o botão Create a custom section (se quiser, pode clicar aqui mesmo)

5. Após clicar no botão, ou no link acima, será possível criar uma sessão de notícias personalizada no Google News.

6. Em "Section Title" você irá escrever o título que quiser dar à sessão. Uma das sessões personalizadas que tenho no Google News me trás notícias sobre neuropsicologia, irei usar esta sessão como exemplo. Em "Section Title" eu escrevo Neuropsychology.

7. Em "Search terms" eu coloco os termos de pesquisa que serão utilizados nas fontes de pesquisa. Neste caso irei colocar neuropsychology, de modo que será exibida qualquer notícia onde a palavra "neuropsychology" apareça. Neste momento a página já será atualizada no lado direito para me mostrar o que será encontrado com estes termos.

8. Em "Edition" escolho a procedência das notícias que quero receber. Se escolher "US", irei receber notícias de agências americanas.

9. Em "Location" podemos especificar ainda mais a procedência das notícias, mas neste caso irei deixar em branco. A opção "Publish this section to the directory" permite que outros usuários utilizem a mesma sessão personalizada que você criou. Também costumo deixar em branco.

10. Agora basta clicar em "Create" para que a sessão seja criada e você seja levado automaticamente à página da sua sessão "Neuropsychology".

11. Na parte inferior da página da sessão (use a barra de rolagem do navegador para ir até embaixo na página) existe um link que permite acessar o RSS: um feed que você criou! Veja:

O exemplo acima é a forma mais simples possível de notícias personalizadas. Utilizando modificadores de pesquisa é possível criar notícias bem mais elaboradas e específicas para a sua necessidade.

Update: Notícias de Psicologia e Neurociência em Português

Nos links abaixo (clicando sobre a palavra), dois feeds personalizados para busca de notícias de Psicologia e de Neurociências em português. Testei tanto no Firefox quanto no Internet Explorer 8. No Firefox funcionou sem problemas, no IE8 foi mais difícil. Com o Firefox basta clicar sobre a palavra para acessar o feed e se inscrever.

RSS de Psicologia pelo GoogleNews, em português.

RSS de Neurociências pelo GoogleNews, em português.

RSS de Filosofia da Mente pelo GoogleNews, em português (algumas notícias em outras línguas).

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Dicas para encontrar artigos acadêmicos no Google

Desde que iniciei meu curso superior e comecei a realizar pesquisas acadêmicas, notei que alguns dos artigos mais recentes e interessantes só estavam disponíveis mediante pagamento, seja por artigo ou por meio de uma inscrição que permite acesso temporário a um determinado número de artigos. Pessoalmente acho essa prática um tanto retrógrada e um atraso à construção do conhecimento científico.
O fato é que, pelo menos dentro da minha realidade, fica inviável pagar US$ 15,00 ou US$ 20,00 por um único artigo que, muitas vezes, nem sei ao certo o quanto irá me ajudar.
Contudo, graças ao Google Scholar, muitas vezes é possível encontrar o artigo que queremos, na íntegra, sem ter de pagar nada. E esta mesma ferramenta também ajuda a enriquecer o arcabouço teórico e engrossar o referencial bibliográfico de forma prática e bem específica.
Então resolvi criar este post dando umas dicas de como utilizar esta ferramenta para encontrar cópias integrais gratuitas dos artigos pagos que estamos procurando.

Vamos ao passo a passo, vou usar como exemplo o artigo The Tudor Study: Data and Ethics. Ambrose and Yairi. Am J Speech Lang Pathol. 2002; 11: 190-203, que estive a procurar ontem:

1. Primeiro procurei ele no Google: digitando Tudor Study Data Ethics no Google. Os primeiros resultados faziam menção ao artigo, sendo que o primeiro resultado incluía o abstract. Porém, quando clicamos no link Full text (PDF), que é o que nos interessa, somos enviados a uma página que exige nossa inscrição ao site. Esse resultado é bastante comum para muitas referências que queremos acessar, e o grande problema são os valores cobrados, que estão muito além das possibilidades da maioria dos estudantes.

2. Observando o primeiro resultado apontado pelo Google podemos notar que ele possui as seguintes opções logo abaixo dele: Cited by [número] - Related Articles - All [número] versions
Veja na imagem:

3. Como queremos encontrar uma cópia na íntegra deste artigo, e como o resultado inicial nos dá acesso apenas ao abstract, vamos clicar em All 8 versions. Este link irá nos levar ao Google Scholar, onde iremos encontrar todos os locais onde este artigo foi publicado ou encontra-se armazenado.
O primeiro resultado é o mesmo apontado em nossa pesquisa inicial no Google, o segundo resultado irá nos levar a um site que já não existe mais e foi adquirido por alguma companhia de marketing online, o terceiro resultado - de domínio semelhante ao segundo - irá apontar para um endereço que não carrega, o quarto resultado aponta para uma página semelhante à do primeiro resultado... No quinto resultado, finalmente, iremos encontrar o artigo na íntegra no formato PDF, gentilmente hospedado em um domínio .edu pertencente à University of Minnesota Duluth (UMD). Acabamos de encontrar o artigo que queríamos, sem ter de pagar um centavo por ele.

4. Mas o que aconteceria se não tivéssemos encontrado o artigo hospedado pela UMD? Ainda haveria a opção de recorrer ao cachê do Google, um local acessível no qual o Google armazena cópias no formato HTML de algumas páginas e arquivos PDF. Podemos acessar o cachê do Google por links identificados como Cache ou nas versões HTML de arquivos PDF que o Google disponibiliza. Veja a imagem abaixo:
Os links apontam para as páginas do segundo e terceiro resultados da pesquisa no Google Scholar, páginas que não existem mais com o conteúdo que estamos buscando. Mas abaixo do sumário podemos encontrar os links View as HTML.
Clicando nestes links iremos acessar uma versão em HTML do arquivo PDF que encontra-se armazenada nos servidores do Google. Nesta versão HTML não teremos a formatação original do artigo preservada perfeitamente mas, pelo menos, poderemos ler seu conteúdo na íntegra.
Veja na imagem abaixo:

Para acessar a página no cachê do Google e ver como ela está convertida, clique aqui.

5. Mas não precisamos parar por aqui. Podemos utilizar o Google Scholar para enriquecer nossa pesquisa acadêmica e eu vou usar este exemplo para mostrar como.
Até agora vim falando sobre como encontrar a versão integral do artigo que estamos procurando usando o link de All [número] versions. Mas, após encontrar o artigo e se certificar de que ele realmente trata do assunto que nos interessa, podemos começar a procurar outros artigos que façam menção à ele. Desta forma teremos acesso à revisão científica do assunto que estamos pesquisando e, possivelmente, à dados mais atualizados.
Para acessar os artigos com citações ao artigo que estávamos buscando, vamos clicar no link Cited by [número].

Como resultado, serão mostrados artigos que citam o referido artigo. Veja:
Encontrando algum artigo que nos interessa, podemos acessá-lo por meio do link disponibilizado pelo Google Scholar ou, caso ele não esteja disponível gratuitamente, podemos verificar as demais versões disponíveis, como no artigo anterior, para acessá-lo na íntegra.
No caso do primeiro resultado, Caregiver-child interactions and their impact on children's fluency, podemos clicar diretamente no link disponibilizado que iremos acessar um arquivo pdf com o artigo na íntegra.
O segundo link irá nos levar ao Google Books, onde é possível navegar por livros inteiros ou livros com algumas partes removidas por razões de propriedade intelectual. De qualquer forma, em geral é possível ler o suficiente para acrescentar algo à pesquisa que estamos fazendo.

6. Após ter esgotado os artigos que fazem referência ao artigo original que procurávamos, podemos explorar os artigos que fazem citação aos artigos que citam o artigo original, expandindo ainda mais nossa busca. Por exemplo, clicando em Cited by [número] no link do artigo Caregiver-child interactions and their impact on children's fluency. Veja:
Desta forma é possível explorar indefinidamente um assunto e fazer um ótimo referencial bibliográfico para nossa pesquisa acadêmica ou, simplesmente, pesquisar com mais profundidade um assunto que nos interessa.
As mesmas dicas podem ser utilizadas no Google Acadêmico, para pesquisas em português.