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quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Swype para Windows com InScribe ou ShapeWriter

Resumo: este post trata das suas opções ao Swype disponíveis para as plataformas Windows, o InScribe da Ilium Software e o ShapeWriter da IBM.

Começei a utilizar o teclado Swype quando adquiri um celular Samsung Galaxy Ace. Imediatamente notei que se tratava de uma forma revolucionária e altamente eficiente para entrada de texto. Com o teclado Swype, ao invés de pressionar uma tecla por vez para digitar uma palavra, deslizamos o dedo pela tela sobre as letras que formam as palavras e o programa aprende a reconhecer as palavras corretas conforme nossas preferências.
Meu computador atual é um Acer Iconia W500. Escolhi este tablet por executar sistemas operacionais como o Windows ou o Linux nativamente e por ser mais leve e mais versátil que um netbook. É evidente que boa parte do tempo sou obrigado a utilizar o teclado virtual do Windows, que nem possui previsão de entrada para a língua portuguesa. Logo, é evidente que fiquei feliz ao saber dos rumos que os teclados Swype e seu rival SlideIT estariam disponíveis para o Windows.
O problema é que vivemos numa época na qual as empresas de tecnologia, ao negociarem seus produtos, deixaram de se preocupar com o usuário final e passaram a se preocupar apenas com o dinheiro que podem ganhar ou deixar de perder com as outras empresas da área. É uma época realmente lamentável na qual existe grande capacidade para inovação, mas que engessa inovação pela forma de fazer negócios.
O teclado Swype já existe para o Windows, mas é distribuído apenas com computadores de algumas marcas, como é o caso do HP Slate 2 e do Samsung Slate Series 7, tablets que ou possuem características muito específicas, como uma tela muito pequena, ou que são simplesmente caros demais pelo o que oferecem.
Já o teclado SlideIT, após vários rumores de que seria lançado para Windows, inclusive com indicações sobre isso no próprio site, como pode ser visto na imagem abaixo:
Página da DASUR, empresa proprietaria do SlideIT. Note o logo
do Windows Tablet PC. "Not in a near future".


Então, escrevi um e-mail para a DASUR, perguntando quando que seria lançado o SlideIT para Windows, e a resposta foi a seguinte:

from: DASUR TEAM Support@mobiletextinput.com
to: xxxxxxxxxxxxxxxxxxx
date: Mon, Dec 19, 2011 at 7:15 AM
subject: Re: When SlideIT Keyboard will come to Windows 7 Tablets???
   
Not in the near future.

Best Regards,
-----
Baruch Burstein
Technical Support Department Manager
Dasur Team
newlogo_dasur_slideit.png
Have a look at our FAQ at http://www.mobiletextinput.com/FAQ/ !
Join us on Facebook at http://www.facebook.com/SlideIT
+1 us on Google+ https://plus.google.com/110336774428399065448/posts
Como pode ser visto, embora estejam alardeando que o SlideIT virá para o Windows, a resposta da empresa é que isso não irá acontecer em um futuro próximo...
Mas, como a forma de entrada de texto do Swype não é uma ideia tão nova, é apenas uma ideia que se tornou interessante na medida que os dispositivos móveis com touchscreen se popularizaram, imaginei que encontraria algo para o Windows e para o Linux.
Depois de muito procurar encontrei o teclado InScribe, da Ilium Software, e o teclado ShapeWriter, da IBM. Para o Linux, infelizmente, ainda não encontrei nada.

O teclado InScribe

O teclado InScribe, da Ilium Software, é gratuito para uso pessoal, e é um teclado virtual que funciona de forma um pouco diferente do Swype ou do SlideIT. No InScribe, a medida que você arrasta o dedo sobre a tela, a palavra vai ser inserida no aplicativo no qual se está escrevendo. Existem dois pontos negativos no InScribe: ele não permite acentuar as palavras e seu mecanismo de previsão não funciona muito bem para palavras em português nas quais o caminho se sobrepõe. Contudo, é possível escrever em português com ele e sua taxa de acertos é bem grande. Sem dúvida é um programa que se fosse mais desenvolvido seria excelente. Ele funciona no Windows XP/Vista/7 (testei ele no 7). Outra ideia interessante que é própria do InScribe é que o teclado é translúcido, de forma que não ocupa o escasso espaço das telas dos tables.
O teclado InScribe e sua aparência translúcida.
O link para a página do InScribe é: http://www.iliumsoft.com/site/fp/inscribe.php


O teclado ShapeWriter da IBM

O teclado ShapeWriter foi desenvolvido no renomado Instituto Almaden, e estava disponível para download até que o Swype e o SlideIT começaram a chamar a atenção. Atualmente não é mais possível baixar o ShapeWriter no site da IBM, mas até a presente data é possível baixá-lo no site da CNET. O ShapeWriter funciona bem para escrever na língua inglesa, possui previsão de texto com um dicionário relativamente grande e uma série de funções. Não consegui escrever na língua portuguesa com ele. Sua desvantagem com relação aos outros teclados do tipo swype é a interface pouco amigável.

O ShapeWriter pode ser baixado aqui: http://download.cnet.com/ShapeWriter/3000-2367_4-10907428.html

InScribe ou ShapeWriter?

Para nós, brasileiros, sem dúvida que o InScribe é a melhor opção, ainda que possua muitas limitações para a nossa língua. Falantes da língua inglesa podem escolher tanto um quanto o outro, dependendo das funcionalidades que desejam. Pessoalmente, gostei muito do InScribe por ser um programa muito leve e pela interface translúcida, que é uma vantagem óbvia porém que não foi implementada por nenhum dos outros teclados virtuais.

Outras considerações

Quem quer experimentar um teclado Swype no celular e não possui um celular Samsung e não quer pagar pelo SlideIT, pode optar pelo TouchPal Keyboard da Cooktek. Ele é gratuito, é mais responsivo que o SlideIT e possui uma interface melhor. Sua única desvantagem é o dicionário em português, que não é muito grande. Mas como ele é capaz de aprender novas palavras, com uma semana de uso isso deixa de ser problema.

sábado, 30 de julho de 2011

Links Úteis

Portais
CAPES (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior)
Portal de Periódicos do CAPES
O Portal de Periódicos, da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), é uma biblioteca virtual que reúne e disponibiliza a instituições de ensino e pesquisa no Brasil o melhor da produção científica internacional. Ele conta com um acervo de mais de 29 mil títulos com texto completo, 130 bases referenciais, nove bases dedicadas exclusivamente a patentes, além de livros, enciclopédias e obras de referência, normas técnicas, estatísticas e conteúdo audiovisual.
BVS (Biblioteca Virtual em Saúde)
BIREME (Biblioteca Regional de Medicina)
O Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde, também conhecido pelo seu nome original Biblioteca Regional de Medicina (BIREME), é um centro especializado da Organização Pan-Americana da Saúde / Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS), orientado à cooperação técnica em informação científica em saúde. A sede da BIREME está localizada no Brasil, no campus central da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), desde a sua criação, em 1967, conforme acordo entre a OPAS e o Governo do Brasil.
LILACS (Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde)
LILACS é o mais importante e abrangente índice da literatura científica e técnica da América Latina e Caribe. Há 25 anos contribuindo para o aumento da visibilidade, acesso e qualidade da informação em saúde na Região.
Modelo da Biblioteca Virtual em Saúde
Qualis Periódicos CAPES
Qualis é o conjunto de procedimentos utilizados pela Capes para estratificação da qualidade da produção intelectual dos programas de pós-graduação. Tal processo foi concebido para atender as necessidades específicas do sistema de avaliação e é baseado nas informações fornecidas por meio do aplicativo Coleta de Dados. Como resultado, disponibiliza uma lista com a classificação dos veículos utilizados pelos programas de pós-graduação para a divulgação da sua produção.
SciELO (Scientific Electronic Library Online)
Coleção de revistas e artigos científicos. Possui uma grande variedade de temas relacionados à filosofia, com artigos completos disponíveis para download.
Web of Knowledge (ISI Web of Science)
Web of Knowledge is an integrated Web-based platform that provides high-quality content and the tools to access, analyze, and manage research information.
JCR (Journal Citation Reports)
Journal Citation Reports offers a systematic, objective means to critically evaluate the world's leading journals, with quantifiable, statistical information based on citation data. By compiling articles' cited references, JCR Web helps to measure research influence and impact at the journal and category levels, and shows the relationship between citing and cited journals. Available in Science and Social Sciences editions.
CONSORT (Consolidated Standards of Reporting Trials)
CONSORT, which stands for Consolidated Standards of Reporting Trials, encompasses various initiatives developed by the CONSORT Group to alleviate the problems arising from inadequate reporting of randomized controlled trials (RCTs).
STROBE (Strengthening the Reporting of Observational studies in Epidemiology)
STROBE stands for an international, collaborative initiative of epidemiologists, methodologists, statisticians, researchers and journal editors involved in the conduct and dissemination of observational studies, with the common aim of Strengthening the Reporting of Observational studies in Epidemiology.
Portal DATASUS / Tabnet
IBGE - Cidades@
CIA World Factbook

Descritores em Ciências da Saúde (palavras-chave)
DeCS - Descritores em Ciências da Saúde
O vocabulário estruturado e trilíngue DeCS - Descritores em Ciências da Saúde foi criado pela BIREME para servir como uma linguagem única na indexação de artigos de revistas científicas, livros, anais de congressos, relatórios técnicos, e outros tipos de materiais, assim como para ser usado na pesquisa e recuperação de assuntos da literatura científica nas fontes de informação disponíveis na Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) como LILACS, MEDLINE e outras.
MeSH
MeSH (Medical Subject Headings) is the NLM controlled vocabulary thesaurus used for indexing articles for PubMed.

Software
Gerenciamento Bibliográfico
EndNote - Bibliographies Made Easy (tutorial em português) Obs.: Compatível apenas com o Microsoft Office.
Zotero (tutorial em português)
Zotero [zoh-TAIR-oh] is a free, easy-to-use tool to help you collect, organize, cite, and share your research sources. It lives right where you do your work—in the web browser itself. Obs.: Compatível com o OpenOffice / BrOffice e com o Microsoft Office.
Mendeley
Mendeley is a free reference manager and academic social network that can help you organize your research, collaborate with others online, and discover the latest research.
Banco de Dados
Epi Info (versão 6.04d)
Epi Info é um software de domínio público criado pelo CDC (Centers for Disease Control and Prevention, em português Centro para o controle e prevenção de doenças) voltado a área da saúde na parte de epidemiologia. Ele visa a atender uma necessidade emergente em todo o planeta: o gerenciamento e a análise de bancos de informações individualizados e em constante renovação. Obs.: Usar o DOSBox para rodar o EpiInfo 6.04d no Linux e no Windows 7.
Análise Estatística
SPSS (Statistical Package for the Social Sciences)
SPSS is a computer program used for survey authoring and deployment (IBM SPSS Data Collection), data mining (IBM SPSS Modeler), text analytics, statistical analysis, and collaboration & deployment (batch & automated scoring services). Obs.: Para visualizar arquivos de versões antigas do SPSS, utilizar o SPSS Legacy Viewer Utility.
STATA
Stata is a general-purpose statistical software package created in 1985 by StataCorp. It is used by many businesses and academic institutions around the world. Most of its users work in research, especially in the fields of economics, sociology, political science, biomedicine and epidemiology.
The R Project for Statistical Computing
R is a language and environment for statistical computing and graphics. It is a GNU project which is similar to the S language and environment which was developed at Bell Laboratories (formerly AT&T, now Lucent Technologies) by John Chambers and colleagues. R can be considered as a different implementation of S. There are some important differences, but much code written for S runs unaltered under R.
Análise Textual
TextSTAT - Simple Text Analysis Tool (Concordance software)
TextSTAT is a simple programme for the analysis of texts. It reads plain text files (in different encodings) and HTML files (directly from the internet) and it produces word frequency lists and concordances from these files. This version includes a web-spider which reads as many pages as you want from a particular website and puts them in a TextSTAT-corpus. The new news-reader, too, puts news messages in a TextSTAT-readable corpus file. TextSTAT reads MS Word and OpenOffice files. No conversion needed, just add the files to your corpus.
AntConc
A freeware concordance program for Windows, Macintosh OS X, and Linux.
Análise de Argumentos
Argumentative
Argumentative is software for manipulating Argument Maps - the structural and visual representation of arguments. Argument maps help to make decisions clearer or assist in formulating a position on an issue.
Suítes de Aplicativos
OpenOffice.org (variações: BrOffice.org e LibreOffice.org)
OpenOffice.org é uma suíte de aplicativos para escritório livres multiplataforma, distribuída para Microsoft Windows, Unix, Solaris, Linux e Mac OS X, mantida pela Oracle. A suíte usa o formato ODF (OpenDocument) — formato homologado como ISO/IEC 26300 e NBR ISO/IEC 26300 — e é também compatível com os formatos do Microsoft Office além de outros formatos legados. Alguns formatos legados não mais suportados pelas versões mais recentes do Microsoft Office ainda podem ser abertos pelo OpenOffice.org evitando assim a perda destes.
Add-Ons para o OpenOffice
Vero (Verificador Ortográfico desenvolvido pela equipe do BrOffice)
CoGrOO (Corretor Gramatical desenvolvido pela equipe do BrOffice)
DicSin (Dicionário de Sinônimos desenvolvido pela equipe do BrOffice)
Microsoft Office
O Microsoft Office é uma suíte de aplicativos para escritório que contém programas como processador de texto, planilha de cálculo, banco de dados, apresentação gráfica e gerenciador de tarefas, e-mails e contatos.
DICOM (Softwares de Manipulação de Imagens Médicas)
3D Slicer
Slicer, or 3D Slicer, is a free, open source software package for visualization and image analysis. 3D Slicer is natively designed to be available on multiple platforms, including Windows, Linux and Mac Os X.
InVesalius
InVesalius é um software público para área de saúde que visa auxiliar o diagnóstico e o planejamento cirúrgico. A partir de imagens em duas dimensões (2D) obtidas através de equipamentos de tomografia computadorizada ou ressonância magnética, o programa permite criar modelos virtuais em três dimensões (3D) correspondentes às estruturas anatômicas dos pacientes em acompanhamento médico.
MicroDICOM
MicroDicom is application for primary processing and preservation of medical images in DICOM format. It is equipped with most common tools for manipulation of DICOM images and it has an intuitive user interface. It also has the advantage of being free for use and accessible to everyone.
Essenciais
Adobe Acrobat Reader (leitor de PDFs)
7-Zip (compactador e descompactador de arquivos)
VLC Media Player
VLC media player é um reprodutor/tocador (player) e transmissor multimídia de código aberto. Possui suporte a vários formatos de vídeo, como OGM, MPEG1, MPEG-2, MPEG-4, DivX, DVD, VCDs, etc e áudio como OGG, Speex, FLAC, MPC (Musepack), mp3, WAV e outros. Além disso, tem suporte a vários protocolos de transmissão (streaming), podendo ser usado como servidor de vídeo em uma rede de alta velocidade.
MPlayer
MPlayer é um player multimídia de código aberto para diversos sistemas operacionais, como GNU/Linux, FreeBSD e Microsoft Windows, e é um dos que possuem suporte à maior quantidade de formatos de arquivos de vídeo. Tem suporte a vídeos em MPEG-1, MPEG-2, MPEG-4, DivX, XviD, DVDs, VCDs, Real Audio, QuickTime e entre vários outros.
Utilidades
Stickies (lembretes)

sábado, 16 de outubro de 2010

3D Slicer no Acer Aspire One 532H

Se me dissessem que ainda este ano eu teria um computador de baixo custo, ultraportátil, com gpu integrada, capaz de rodar o 3D Slicer simultaneamente ao Compiz com todos os efeitos, eu iria achar que era piada. Mas é verdade. Incrível o nível de desenvolvimento de hardware e software nestes últimos 2 anos.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Reconhecimento facial no Ubuntu 10.04

Ainda ontem estava procurando algo na Internet para me distrair quando resolvi pesquisar o que os sistemas operacionais do futuro breve trariam de novidade. Lendo alguns sites que falavam sobre o "Windows 8", codinome interno da próxima versão do sistema operacional da Microsoft com lançamento previsto para 2012, fiquei sabendo que estão planejando acrescentar a tecnologia de reconhecimento facial para autentificação de sessões de usuários. Achei a ideia muito boa em se tratando de biometria, uma vez que é mais comum que os computadores de diferentes classes - desktops, notebooks, netbooks, pads, etc - venham com câmeras ao invés de leitores de impressão digital.
Resolvi então pesquisar o que já existia neste sentido para o Linux e logo percebi que desde 2007 - e talvez anteriormente, já haviam uma série de projetos com o objetivo de desenvolver esta tecnologia para software livre.
Dentre estes projetos, o que me chamou mais atenção foi o tal Pam-face-authentication. Utilizando bibliotecas de visão computacional (libcv), o computador reconhece o rosto do usuário por filtros de estrusão, especialmente - pelo o que pude notar - pela área dos olhos e nariz, estratégia bastante inteligente na minha opinião.
Convencido que seria no mínimo divertido tentar implementar essa tecnologia no meu netbook, dando um salto de dois anos no futuro em relação aos sistemas Windows, resolvi descobrir como instalar e fazer funcionar o Pam.
Primeiro acessei um artigo em português ensinando o processo para o Pam v. 0.02 de forma bem sucinta, mas não serviu para o meu caso pois o meu Linux é bastante enxuto e o Pam já estava na v. 0.03. Então recorri a um wiki do próprio Pam, ainda inacabado mas que tinha tudo o que eu precisava.
Não levei nem meia hora para compilar os arquivos, integrar o programa ao login do Ubuntu e poder rodar o aplicativo de reconhecimento de faces, que pode ser visto na imagem abaixo.Mas será que este sistema é seguro? Ou será que enfraquece a segurança? Pelo o que entendi lendo a respeito do Pam, ele salva uma série de conjuntos de imagens do rosto do usuário, de modo que não basta apenas botar uma foto na frente da tela para ganhar acesso à conta, pois o programa conta que a imagem capturada apresente nuances durante o processo de autenticação.
Como nem tudo é perfeito, na realidade de utilização de um netbook, foi necessário criar um número relativamente grande destes conjuntos - no meu caso foram nove, ao invés de três que parecem ser o padrão - para garantir o reconhecimento em diferentes condições de iluminação e diferentes posições do computador, como no colo, sobre uma mesa alta, sobre uma mesa baixa, etc.
Ainda assim, é uma tecnologia que impressiona muito. As possibilidades de bibliotecas de visão de computador não se restringem apenas à autentificação de usuários, mas também podem ser utilizadas para criar efeitos muito interessantes na interface gráfica, como é o caso do plugin de "head tracking" do Compiz, que cria o que parece ser um desktop holográfico interativo. Este também pretendo experimentar, assim que tiver mais algumas horas livres. :D

Update: Instalei o plugin head tracking e realmente parece ser algo muito poderoso! Dá para notar que as janelas respondem aos movimentos da minha cabeça e dos meus olhos... Compreendi que, em uma tela grande, é possível visualizar janelas de forma divertida, mas na tela pequena do netbook o resultado é pouco funcional... Poderia melhorar algumas coisas ajustando as opções, mas vou deixar isso para outra hora.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Implante cerebral é capaz de traduzir impulsos cerebrais em voz

Por meio do implante de eletrodos no cérebro de uma pessoa com a síndrome de locked-in, cientistas demonstraram como transmitir, por ondas de rádio, sinais neurais para um sintetizador de voz. O processo de "pensamento-para-fala" ("thoght-to-speech") leva cerca de 50 milissegundos - o mesmo tempo que leva para uma pessoa não-paralisada, neurologicamente intacta, vocalizar seus pensamentos. O estudo é um marco da primeira demonstração bem sucedida de um implante "sem fio" permanentemente instalado, para controle em tempo-real de um dispositivo externo.

O estudo foi liderado por Frank Guenter do Departamento de Sistemas Cognitivos e Neurais do Colégio Sargent de Saúde e Reabilitação na Universidade de Boston, assim como a Divisão de Ciências e Tecnologia da Saúde de Harvard. O grupo de pesquisa inclui colaboradores da Neural Signals, Inc., StatsANC LLC (Buenos Aires), Georgia Tech Research Institute, Gwinnett Medical Center e Emory University Hospital. Seus resultados foram publicados na PLoS ONE.

Em seu estudo, os pesquisadores testaram a tecnologia em um rapaz de 26 anos de idade que sofreu um derrame cerebral no tronco cerebral aos 16 anos. O derrame causou uma lesão entre os neurônios motores, enquanto que suas atividades consciente e cognitiva continuaram intactas. Ele ficou paralisado exceto por lentos movimentos verticais dos olhos.
Em 2004 os cientistas implantaram eletrodos próximos ao limite entre as regiões do córtex pré-motor e do córtex motor responsáveis pela fala. Neuritos começaram a crescer nos eletrodos e, três ou quatro meses depois, os neuritos produziam padrões de sinais sobre os eletrodos que se mantiveram indefinidamente.
Três anos após o implante, os pesquisadores começaram a testar a interface cérebro-máquina para síntese da produção da fala em tempo real. O sistema é "telemétrico" - dispensa fios ou conexões passando através da pele, diminuindo o risco de complicações. Ao invés de fios, os eletrodos convertem e amplificam os sinais neurais em sinais de rádio FM. Estes sinais são transmitidos pelo ar, através do escalpo, para duas bobinas anexadas à cabeça do voluntário por meio de uma pasta hidrossolúvel. As bobinas agem como receptores para os sinais RF. Os eletrodos são energizados por indução.
Os sinais são recebidos por um sistema de gravação eletrofisiológico que os digitaliza e os organiza. Os spikes selecionados, que contém dados relevantes, são enviados para um decodificador neural que roda em um computador de mesa. O output do decodificador neural se torna o input de um sintetizador de voz, também sendo executado em um computador. Finalmente, o sintetizador de voz gera a fala artificial. Todo o processo demora em média 50 milissegundos.
Até o final de 2009, apenas três vogais haviam sido testadas. Os cientistas pretendem, no futuro, elaborar implantes mais complexos, que permitam que 10 vezes mais neurônios sejam conectados, o que deverá permitir um incremento significativo nos resultados.

Fonte: Physorg.com 21, dez., 2009
Pub.: Guenther FH, Brumberg JS, Wright EJ, Nieto-Castanon A, Tourville JA, et al. (2009) A Wireless Brain-Machine Interface for Real-Time Speech Synthesis. PLoS ONE 4(12): e8218. doi:10.1371/journal.pone.0008218

A notícia acima, para a qual só tive acesso dois meses após a publicação, me deixou inicialmente surpreso! Parecia algo incrível uma máquina que fizesse a transdução dos sinais neurais das áreas da linguagem. Porém, o fato é que a máquina acima descrita provavelmente não interpreta os sinais neurais originais da linguagem do indivíduo na qual é implantada, mas interpreta sinais correlacionados emitidos pela massa que se cria sobre o implante.
No DailyMail encontramos alguns detalhes extra sobre o experimento: "Quando o paciente era requisitado a pensar diferentes sons de vogais, os eletrodos tratavam de amplificar e converter estes 'pensamentos' em sinais de ondas de rádio FM." Entendi que o implante não traduz os impulsos neurais da fala propriamente ditos, mas correlatos destes que ocorrem na massa que se forma no implante.
De qualquer forma, é avanço muito engenhoso e verdadeiramente incrível.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Usando RSS e o Firefox para se manter atualizado

Hoje resolvi criar um post para ajudar a divulgar e a utilizar com eficiência o recurso de RSS nos favoritos do Mozilla Firefox. RSS é o acrônimo para Really Simple Syndication, um formato voltado para a web que permite que provedores de conteúdos atualizados com frequência possam ser acompanhados com facilidade. Por meio desta tecnologia posso acompanhar instantaneamente uma grande quantidade de notícias, de forma organizada e não intrusiva. Digo não intrusiva pois não gosto de coisas "pipocando" na minha tela e nem de ter a caixa de entrada do meu e-mail sobrecarregada. Acesso as notícias apenas quando quero.
Segue um passo-a-passo para utilizar esta tecnologia:
1. Baixe o Mozilla Firefox neste endereço: http://www.mozilla.com/pt-BR/firefox/ e instale.

2. Na área conhecida como "Barra dos favoritos", onde ficam os links inteligentes "Mais visitados", "Últimas notícias", etc, clique com o botão direito do mouse e selecione a opção "Nova pasta..." no menu que irá aparecer.

Nomeie a nova pasta como "Notícias" ou como achar melhor. Não é preciso escrever nada no campo "Descrição". No meu caso, como meu foco é Psicologia, minha pasta se chama "PsyNews", mas irei criar uma pasta com o nome de "Notícias" para poder ilustrar este passo-a-passo.

3. Com a pasta criada, precisamos agora encontrar sites de conteúdo RSS ou Atom. Muitas agências de notícias e praticamente todos os blogs utilizam esta tecnologia. Vou usar a versão on-line da Scientific American como exemplo.
Primeiro é preciso acessar o site da Scientific American (SciAm) no endereço: http://www.scientificamerican.com/ - depois é preciso encontrar o link RSS. No caso da SciAm seus RSS' estão categorizados em uma barrinha amarela logo abaixo da barra título principal:
Vou escolher a categoria "Psychology". Nela, logo abaixo do título, encontrarei um ícone azul onde está escrito ao lado "Psychology RSS Feed". Clicando no link serei levado à seguinte página:
http://www.scientificamerican.com/page.cfm?section=rsscategory&alias=psychology
Nela estão categorizados os feeds de Psicologia.
Clicando em "Subscribe" seremos levados a uma página com a seguinte aparência:
Clicando sobre o botão "Inscrever agora" veremos um menu como este abaixo:
Ao lado de onde aparece a opção "Pasta" existe uma seta apontando para baixo, descrita como "Exibir todas as pastas dos favoritos". Então basta clicar nela e selecionar a pasta que foi criada para os feeds, "Notícias", e clicar em Inscrever.
Após realizada a inscrição, clique sobre a pasta "Notícias", na "Barra dos favoritos" e veja o resultado:

São as últimas notícias da Scientific American organizadas na forma de um menu prontamente acessível. Toda vez que uma notícia nova for publicada, o menu será automaticamente atualizado. Para ler uma notícia, basta clicar sobre ela. Repare que, na parte inferior do menu com a listagem das notícias, existe um link que permite acessar a página de origem de todas as notícias onde está escrito 'Abrir "Scientific American - Psychology"'; clicando neste link você será levado à página da Scientific American.

4. Outra forma ainda mais fácil de se inscrever em um feed é aquela comumente encontrada nos blogs. Por exemplo, estando no meu blog, na barra de endereços, é possível encontrar o ícone do RSS em sua cor original, laranja. Veja:
Basta clicar sobre o ícone para poder realizar a inscrição.

5. Após dominado o processo de inscrição, basta procurar páginas de conteúdo interessante e mantê-las organizadas nos menus. Para ter uma ideia do que é possível fazer, veja como organizo o conteúdo que acesso:

Em "PsyNews" existem pastas para Twitters e para Blogs de conteúdo científico, para os feeds da Scientific American que me interessam e para as publicações da APA, além dos feeds do American Journal of Psychiatry e para o Science Daily. Posso navegar pelas notícias atualizadas deles todos apenas passando o mouse pelos menus. A medida que eu for encontrando novos provedores de informação, só preciso ir acrescentando aos que já possuo.

6. Para facilitar o trabalho, segue uma lista de feeds que acompanho. Basta clicar sobre o feed para ir à página onde é possível realizar a inscrição:

a. ScienceDaily: Mind & Brain News
b. PsychiatryOnline Journals - The American Journal of Psychiatry
c. American Psychological Association - RSS Feeds
d. Scientific American (usar barra amarela para escolher os feeds)
e. SpringerLink: Psychopharmacology
f. Blogs de Neurociência e Neurofilosofia
-- I. The Frontal Cortex
-- II. Mind Hacks
-- III. Neurophilosophy
-- IV. coNeCte | Sociedade Brasileira de Neurociências e Comportamento
-- V. Brain Blogger
-- VI. Of Two Minds
-- VII. Conscious Entities
g. Blogs de Psicologia Brasileiros
-- I. Análise e Síntese
-- II. Comporte-se
-- III. PsicologiaRG (:
-- IV. Olhar Comportamental
-- V. Montando o quebra-cabeça
-- VI. Psicológico
-- VII. Científica Mente
-- VIII. Antes que eu me esqueça
-- Obs.: Nestes blogs é possível encontrar, na barra lateral direita, links para muitos outros blogs de Psicologia. Aconselho ao leitor que navegue por estes blogs e se inscreva naqueles que mais lhe agradarem.
h. Twitters de Ciência, Neurociência e Psicologia
-- I. Whole Brain Catalog
-- II. Neurotechnology
-- III. PsyDir News
-- IV. Science News
-- V. Richard Wiseman
-- VI. Singularity News
-- VII. UCSF Memory and Aging Center
-- VIII. APA Help Center
-- IX. Brain Damage Net
-- X. National Institute of Mental Health
-- XI. Digg Science
-- XII. Cerebral Hack
-- XIII. WB Neuroscience
-- XIV. Elsevier Neuroscience
Obs.: O twitter, com os profiles originais de entidades envolvidas em ciências, se tornou uma ótima ferramenta de atualização de conhecimento. Mas, após começar a navegar pelo twitter por meio dos feeds nos menus de favoritos, fica claro que a forma original, na qual todas as notícias aparecem juntas na página inicial, era bastante ineficiente. Ainda bem que podemos usar os feeds. (:

Existem outras maneiras de usar os feeds, com programas dedicados exclusivamente para isso, em páginas da internet, em outros navegadores como o Internet Explorer e o Opera... Esta forma, pelo Firefox, foi a que melhor se adaptou às minhas necessidades.

Adendo: Personalizando notícias com o Google News

Já imaginou como seria bom uma agência de notícias ou um jornal que buscasse e publicasse exclusivamente as notícias sobre assuntos que nos interessam, trazendo estritamente as novidades daquilo que queremos saber? Com o Google News é relativamente fácil criar uma ferramenta assim.

1. É preciso possuir uma conta no Google e estar logado nela.

2. Acesse a página do Google News: http://news.google.com/

3. No canto superior direito da página do Google News, clique em Add a section

4. A direita da página que será aberta, veremos o botão Create a custom section (se quiser, pode clicar aqui mesmo)

5. Após clicar no botão, ou no link acima, será possível criar uma sessão de notícias personalizada no Google News.

6. Em "Section Title" você irá escrever o título que quiser dar à sessão. Uma das sessões personalizadas que tenho no Google News me trás notícias sobre neuropsicologia, irei usar esta sessão como exemplo. Em "Section Title" eu escrevo Neuropsychology.

7. Em "Search terms" eu coloco os termos de pesquisa que serão utilizados nas fontes de pesquisa. Neste caso irei colocar neuropsychology, de modo que será exibida qualquer notícia onde a palavra "neuropsychology" apareça. Neste momento a página já será atualizada no lado direito para me mostrar o que será encontrado com estes termos.

8. Em "Edition" escolho a procedência das notícias que quero receber. Se escolher "US", irei receber notícias de agências americanas.

9. Em "Location" podemos especificar ainda mais a procedência das notícias, mas neste caso irei deixar em branco. A opção "Publish this section to the directory" permite que outros usuários utilizem a mesma sessão personalizada que você criou. Também costumo deixar em branco.

10. Agora basta clicar em "Create" para que a sessão seja criada e você seja levado automaticamente à página da sua sessão "Neuropsychology".

11. Na parte inferior da página da sessão (use a barra de rolagem do navegador para ir até embaixo na página) existe um link que permite acessar o RSS: um feed que você criou! Veja:

O exemplo acima é a forma mais simples possível de notícias personalizadas. Utilizando modificadores de pesquisa é possível criar notícias bem mais elaboradas e específicas para a sua necessidade.

Update: Notícias de Psicologia e Neurociência em Português

Nos links abaixo (clicando sobre a palavra), dois feeds personalizados para busca de notícias de Psicologia e de Neurociências em português. Testei tanto no Firefox quanto no Internet Explorer 8. No Firefox funcionou sem problemas, no IE8 foi mais difícil. Com o Firefox basta clicar sobre a palavra para acessar o feed e se inscrever.

RSS de Psicologia pelo GoogleNews, em português.

RSS de Neurociências pelo GoogleNews, em português.

RSS de Filosofia da Mente pelo GoogleNews, em português (algumas notícias em outras línguas).

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Programas úteis para a Psicologia (em construção)

Levando em conta que vivemos em uma época na qual o computador é uma ferramenta útil tanto para a comunicação e organização pessoal, quanto para as mais diversas profissões, aumentando a produtividade ou facilitando a aplicação de alguns conceitos, decidi elaborar uma lista de alguns programas que vim a conhecer nos últimos anos procurando por novidades na área da Psicologia.
Não vou falar a fundo sobre os programas, vou apenas incluir uma breve descrição, algum comentário pessoal quando for pertinente e deixar que o interessado chegue as suas próprias conclusões.

PEBL: The Psychology Experiment Building Language - PEBL é uma linguagem de programação e um ambiente de execução voltado para psicólogos que desejam criar experimentos ou aplicar experimentos já disponíveis para o programa. Funciona muito bem para levantar e armazenar dados sobre tempo de reação, memória, atenção e outros aspectos psicométricos, porém peca um pouco em estabilidade e compatibilidade com o sistema operacional e não é tão fácil de usar quanto poderia ser. O programa é completamente gratuito e disponibiliza o código-fonte.

SOAR: State Operator And Result - SOAR é uma arquitetura cognitiva para o desenvolvimento de sistemas que precisam demonstrar comportamento inteligente. Reúne pesquisadores dos campos da inteligência artificial e da ciência cognitiva para a realização de diversas tarefas, desde controle de maquinário até mesmo de avatares virtuais e para a solução de problemas. Não é muito fácil de usar se não houver algum conhecimento prévio de programação, porém existem diversos experimentos disponíveis na internet que permitem a visualização e interação com os conceitos tratados.

Elizabeth - Uma das melhores adaptações do chatterbot Eliza que já encontrei. O Eliza é um programa que tenta simular inteligência (passar num teste de Turing) por meio da imitação do que seria uma psicóloga de orientação rogeriana na visão de Joseph Weizenbaum, seu criador. O programa faz isto detectando palavras-chave pré-programadas em um pequeno banco que dados e respondendo de forma vaga às frases do interlocutor humano (ou virtual, afinal, é possível fazer com que dois chatterbots conversem entre si). Esta versão foi criada por Peter Millican e permite que sejam feitos vários ajustes, assim como muitas modificações.

aMSN Eliza - Este é um plugin para o programa aMSN que funciona como o Eliza. O aMSN é um MSN Messenger (ou Live Messenger) de código aberto, que conecta na rede MSN da mesma forma que o messenger da MS. Com este plugin, os teus contatos pessoais podem interagir com o programa Eliza. Eu traduzi o aMSN Eliza para o português do Brasil e estou disponibilizando ele, pela primeira vez, aqui - na minha pasta pública do SkyDrive (se alguém tentar baixar, me avisa se funciona). No arquivo do aMSN Eliza em português inclui a versão original, a versão traduzida e uma versão modificada para meu uso pessoal, com um banco de dados com um maior número de respostas. Meu banco de respostas ainda está longe de poder ser considerado bom, pois trabalhei apenas algumas horas nele e pude testá-lo muito pouco, mas pode ser modificado e melhorado. Algumas dicas para quem quiser fazer o seu próprio banco de respostas ou quiser melhorar o meu: 1. as respostas "dummy" parecem ser mais úteis, mas devem obedecer uma certa ordem para que sejam eficazes. Elas são usadas na ordem em que estão programadas, então é melhor colocar dummy "Me fale mais sobre isso." dummy "Humm.. Entendo." do que o inverso; 2. não é bom usar partículas de ligação como palavras-chave... Se usar "não", "se", "tah", as palavras que podem vir depois serão ignoradas e o vocabulário - ou o repertório de respostas - do programa acaba ficando limitado. Por outro lado, em algumas ocasiões, seria útil usar uma partícula dessas para diferenciar perguntas de afirmações; 3. ainda assim, o mais fácil é definir respostas específicas para palavras específicas; 4. lembrar que o programa não pode lidar com um banco de tamanho ilimitado, então o jeito é recorrer à seleção natural, mantendo linhas que são úteis e eliminando aquelas que se mostram inúteis. -- Bom, além da curiosidade científica no programa, ele envolve uma fantasia na qual o bot seria articulado o suficiente para lidar com aquelas conversações mais superficiais tão comuns na rede MSN (talvez 90% das conversas?). Desta forma a expressão "fala com a minha mão" poderia ser substituída pelo pensamento "fala com meu bot", num momento em que as pessoas importunariam meu bot sem nem ao menos se dar conta de que eu estou na sala vendo tv, ou lendo um livro ou dando uma volta na cidade... Mas ainda falta evoluir um pouco o programa para que isso se torne uma realidade.

Sniffy Pro 2.0 - É um programa utilizado para simular rudimentarmente um sujeito de psicologia experimental, um rato branco da raça winstar. Com o programa é possível visualizar os conceitos básicos da ciência comportamental com algum nível de interação. Embora seja possível realizar os exercícios de forma semelhante à forma que são feitos em um laboratório real com o sujeito experimental real, é muito difícil para o usuário do programa evitar de utilizar recursos como o de isolar o Sniffy, que acelera a passagem do tempo em um exercício programado - eliminando, com isso, boa parte da prática e da visualização. O rato virtual é completamente previsível e se comporta de maneira bastante diferente do rato real. Além disso, os experimentos são limitados à 20 horas virtuais (que podem transcorrer em poucos minutos nos computadores atuais), de forma a impedir a elaboração de condicionamentos mais complexos. O repertório comportamental do rato virtual também não é muito variado. Pode ser uma opção para instituições de ensino que não possuem os recursos econômicos para montar um laboratório experimental -- lembrando que tal opção impede o desenvolvimento de pesquisas, pois o programa é meramente didático. Fica aqui a sugestão, para futuros desenvolvedores de softwares como este, que se utilizem dos recursos de inteligência artificial disponíveis, como o SOAR por exemplo. Seria possível fazer sujeitos experimentais virtuais bem mais fidedignos e aumentar a validade didática do programa. Outras observações que deixo são em relação ao recurso de salvar o exercício em um determinado ponto, que não funciona como na maioria dos programas, logo é preciso algum cuidado na hora de salvar; e ainda quanto ao uso do Sniffy para substituir as aulas no laboratório experimental, que priva o aluno de vivenciar o funcionamento e adquirir a postura de utilização dos estabelecimentos de um laboratório, como manter o silêncio, utilizar jaleco, o trabalho em dupla, as diferenças entre os diferentes sujeitos experimentais, o focalizar a atenção ao comportamento, etc.

NERO: Neuro Evolving Robotic Operatives 2.0 - NERO é um jogo de computador distribuído gratuitamente que foi utilizado para demonstrar a tecnologia NEAT (NeuroEvolution of Augmenting Topologies), um algorítimo genético para redes neurais artificiais capazes de evoluir. No jogo o usuário inicia com um exército de robôs que demonstra comportamento completamente aleatório e por meio de interação com o ambiente e reforçamento de comportamentos desejados vai moldado o comportamento das sucessivas gerações de robôs até que eles sejam capazes de realizar ações coordenadas. O jogo é muito fácil de aprender, é bastante divertido, e pode ser utilizado em grupos, permitindo que sejam feitos torneios com diferentes exércitos criados pelos usuários. Pode ser uma ferramenta didática excepcional para estudantes de psicologia e para motivar o estudo e o interesse pela teoria comportamental, além de permitir ao aluno o contato com tais tecnologias emergentes. Em termos de inteligência artificial é muito mais sofisticado do que o Sniffy, e permite que sejam realizados exercícios que demandem mais atenção do aluno.

The Road (Roerich Psychodynamic Inventory) - Tradução do resumo do artigo de Stefan C. Lita e Robert M. Roerich: Apesar da evidência de que o imaginário mental é um fator determinante no comportamento, relativamente pouca atenção tem sido dispensada para o papel do imaginário mental na avaliação do ajustamento emocional. Este estudo examina os dados iniciais de uma amostra de 221 candidatos à policiais e 72 policiais ativos cujos níveis de estresse foram medidos usando escalas convencionais e, posteriormente, o inventário do imaginário mental -- o Inventário Psicodinâmico Roerich (RPI). Correlações entre o RPI e as escalas convencionais demonstram que o RPI oferece um indicador confiável da disfunção emocional sem sacrificar os requerimentos sociais. --- Pessoalmente, encontrei este programa no primeiro ano da faculdade e ele já era um programa razoavelmente antigo. Na página onde baixei, o comentário da pessoa que havia feito o upload é que se tratava de um programa meramente curioso, divertido, mas que não era para ser levado a sério. Contudo, coletei alguns dados aplicando o programa em algumas pessoas e os resultados foram interessantes... Interessantes talvez, pela linguagem utilizada nos relatórios gerados pelo programa, mas interessantes, sem dúvida. Não acho que seja um programa para levar muito a sério, mas para promover uma reflexão a sério em relação a aplicação da informática em testes projetivos e sobre a falta de objetividade dos mesmos.

Unreal Tournament (UT99) - Este é um jogo em primeira pessoa como muitos outros, que está nesta lista por dois motivos: foi um dos primeiros jogos a apresentar uma inteligência artificial que realmente se pode chamar de inteligente, pela capacidade dos personagens controlados pelo computador de interagir com cenários novos e responder à evolução do usuário no domínio do jogo ajustando suas habilidades; e pela possibilidade de criar um personagem controlado pelo SOAR ou por outras linguagens como Java ou .NET. Acho que este jogo pode ser uma boa forma de iniciar o trabalho com arquiteturas cognitivas por se tratar de uma forma interativa com a qual as pessoas já tem contato. Também é interessante que seja utilizado após o uso do NERO, para considerações quanto a problemática envolvida na elaboração de uma inteligência artificial que permita a interação com ambientes complexos, como são os mapas e diferentes modalidades do jogo.

CSLU Toolkit - É uma biblioteca de programas que permitem a exploração, o aprendizado e a pesquisa sobre a fala e sobre a interação entre humanos e computadores. Algumas das ferramentas disponíveis com o programa permitem o reconhecimento e a geração da fala e rostos animados. Pode ser uma ferramenta interessante para educadores, inclusive para crianças com necessidades especiais, e para a realização de experimentos sobre a interação entre humanos e computadores.

Alice 2.2 - É um programa que permite a criação de mundos virtuais interativos. Enquanto são criados tais mundos, o usuário criador aprende conceitos básicos de programação; e os mundos podem ser utilizados para fins de simulação pois existe a possibilidade da comunicação com dispositivos de realidade virtual. Também é um programa de animação tridimensional, onde podem ser dramatizadas quaisquer cenas que se desejar. Alice é um programa bastante poderoso e, ao mesmo tempo, muito simples de usar. Em poucos minutos aprendi os passos básicos de edição, em questão de horas estava elaborando as primeiras historinhas.

Argumentative
- É um programa que permite a edição, a exibição e a manipulação de mapas de argumento - representações visuais de argumentos e raciocínios. Este tipo de programa serve para ajudar na elaboração de conceitos, crenças, pensamentos, etc. Não considero este um programa de "mapas mentais", por ser muito simples. Gosto de usá-lo para argumentos curtos e conceitos rápidos.

Freemind - Este programa, na minha opinião e experiência, começa onde o Argumentative pára. Além de poder elaborar mapas de argumentos, ele também pode elaborar mapas de conceitos mais complexos, com outros elementos tais como imagens ou qualquer outra coisa que se faça necessária. As ligações entre os elementos também podem ser trabalhadas com maior liberdade. Enquanto considero o Argumentative mais rápido de usar, o Freemind se faz útil por possuir mais opções.

Photo! 3D Album & Screensaver - Este é um aplicativo despretensioso cujo objetivo é criar um protetor-de-tela com fotos e imagens escolhidas pelos usuário, além de servir como álbum de fotos tridimensional na forma de uma galeria de arte interativa. Porém, após instalar e utilizar o programa, fiquei surpreso ao notar o quanto ele é eficiente em elaborar um ambiente virtual no qual é possível exibir imagens e ter a sensação de estar, de fato, observando tais imagens em perspectiva no ambiente proposto. É possível escolher entre diversos ambientes internos e externos disponíveis no programa, com diferentes quantidades de 'slots' para as imagens, programar comentários e até mesmo trilha sonora. Acredito que este software permita a elaboração de experiências conceituais com imagens.

Psych/Lab Software - Programa para a captura e o registro de respostas de um operador humano, permitindo que sejam reproduzidas versões de experimentos psicométricos clássicos. Os parâmetros podem ser controlados e os registros são fornecidos na forma de um conveniente arquivo de texto que pode ser manipulado facilmente em qualquer suíte Office. Não é tão versátil quanto o PEBL, mas é extremamente fácil de usar.

SBaGen / Gnaural - Estes são dois programas que servem para gerar e manipular batidas binaurais. Heinrich Wilhelm Dove descobriu as batidas binaurais em 1839. Embora pesquisas sobre tais batidas tenham ocorrido desde a descoberta, o assunto permaneceu como mera curiosidade científica até que Gerald Oster publicou um artigo na Scientific American, em 1973, chamado "Auditory Beats in the Brain". Tal artigo identificou e organizou as informações levantas nas pesquisas desde os tempos de Dove, oferecendo uma perspectiva completamente nova sobre o fenômeno (que resultaram em novos achados experimentais). Oster via as batidas binaurais como poderosos instrumentos de pesquisa cognitiva e neurológica, em especial sobre a neurofisiologia e psicologia da audição, abordando perguntas tais como a maneira pela qual os mamíferos localizavam sons em um ambiente tridimensional e a habilidade de focalizar em um som específico em um ambiente cheio de ruídos. Mais que isso, Oster acreditava que as batidas binaurais poderiam ser utilizadas para muitas outras coisas, inclusive diagnósticos e tratamentos médicos. Posteriormente, outros indivíduos começaram a creditar as mais incríveis propriedades a tais artefatos auditivos, em sua vasta maioria, sem evidencias científicas apropriadas. Atualmente as batidas binaurais são utilizadas de forma informal por entusiastas com dois objetivos principais: para focalizar e sustentar a atenção e para relaxamento. Eu utilizei tanto o SBaGen quanto o Gnaural por várias horas durante vários dias, de diversas formas. Digo que uma pessoa não faz amostra, logo minhas impressões são completamente subjetivas. Minha experiência é que as batidas binaurais podem ajudar a provocar um profundo relaxamento, especialmente se associadas a um setting apropriado, tal como estar deitado, coberto, em um ambiente acolhedor e escuro, sem sentir frio nem calor, quando as batidas são programadas da forma correta. Também tive a impressão de que é possível utilizar tais batidas para focalizar a atenção, porém, neste caso, na maioria das vezes consegui foi ficar estressado. Minha hipótese é de que é possível utilizar as batidas para simular um batimento cardíaco, como aquele que ouviríamos no ventre materno. A medida que tal batimento fosse desacelerando, como o coração de uma pessoa entrando em estado de repouso e relaxamento, talvez revivêssemos sensações primitivas de relaxamento. Ou talvez as ondas cerebrais realmente se ajustem à batida... Ou talvez seja apenas o ritmo mais lento. Quanto a hipótese de sobrecarregar os sentidos, usando "ruídos-rosa" por exemplo, eu não tive boas experiências com isso. Sem os instrumentos adequados para observação das reações fisiológicas e sem uma metodologia mais estruturada, não posso fazer nenhuma afirmação, mas as experiências, como um todo, foram bastante interessantes.

3D Slicer - Este programa pode ser chamado de 'Google Earth da Neurociência'. Ele é um visualizador de imagens médicas que conta com vários recursos interessantes. Eu utilizo o Slicer para visualizar bancos de imagens médicas disponíveis na internet - em especial imagens do sistema nervoso, como um super-atlas de anatomia cerebral, para elaborar ilustrações personalizadas em trabalhos acadêmicos e para diversão e aprendizado. É um programa poderoso, fácil de aprender mas é um pouco pesado: necessita de um bom computador para poder ser executado de forma decente. Ele permite a criação e a manipulação de modelos tridimensionais de estruturas anatômicas, que podem ser feitos com base nas imagens utilizadas. Estes modelos podem contar com vários elementos independentes que podem ser coloridos e feitos transparentes ao gosto do usuário - daí o motivo para utiliza-lo em ilustrações em trabalhos acadêmicos. Tive a oportunidade de ver um programa de visualização de imagens médicas profissional sendo utilizado em um hospital, o que me permite comparar o software profissional ao 3D Slicer. O software profissional é muito mais rápido, provavelmente por estar instalado em uma estação de trabalho muito mais poderosa do que o meu notebook, e exibe imagens com muito mais clareza. A clareza das imagens do software profissional em relação ao Slicer se deve, provavelmente, a uma associação dos seguintes fatores: a tela na qual são exibidas as imagens e o hardware gráfico no qual são processadas, na versão profissional, são muito melhores do que os recursos físicos que disponho; os bancos de imagens obtidas nos hospitais para fins diagnósticos e de planejamento de intervenções cirúrgicas e tratamentos possuem melhor resolução do que os bancos de imagens disponíveis na internet, que precisam contar com arquivos de menor tamanho para tornar possível o download e a manipulação em computadores de pobres estudantes como eu; por fim, como estou aprendendo por minha própria conta a utilizar o Slicer, meu conhecimento técnico quanto a manipulação dos filtros de tais imagens é bastante limitado em relação aos técnicos profissionais que manipulam estas imagens para os médicos nos hospitais. Ainda assim, mesmo considerando todos estes problemas, o 3D Slicer é uma excelente ferramenta (auto)didática para estudantes interessados no sistema nervoso.

PROMED: InVesalius - Esta é a versão brasileira do 3D Slicer. Ela conta com recursos semelhantes aos do 3D Slicer, sendo que parece exigir menos do hardware. Tenho acompanhado o seu desenvolvimento desde a versão 1 - versão antiga que roda mesmo em notebooks populares! Para quem possui uma boa placa aceleradora, recomendo a versão 2. É mais fácil de aprender para quem não fala inglês, pois possui uma extensa documentação em português (é preciso estar logado ao portal de software público), inclusive com tutoriais na forma de vídeo.

RasTop - É um programa de visualização molecular em 3D derivado do RasMol. Sua função é primariamente educacional e de análise rápida de macromoléculas por meio de uma interface amigável. Eu acredito que este programa seja útil pois me permite criar ilustrações personalizadas para trabalhos acadêmicos, com a ajuda do banco de dados online do RCSB:PDB (Research Collaboratory for Structural Bioinformatics:Protein Data Bank).

Visuwords - é uma interface gráfica para o Wordnet. O Wordnet é um banco de dados léxico do idioma inglês, que agrupa palavras em conjuntos de sinônimos que, na terminologia deste banco de dados, são chamados de synsets. Os synsets proporcionam definições curtas e gerais e apontam para as relações semânticas entre si. O Visuwords pode ser utilizado tanto online, no site, ou baixado para o computador para uso offline, desde que se tenha PHP e o Wordnet no computador. Eu utilizo o Visuwords enriquecer o vocabulário dos meus trabalhos ou para descobrir novas relações entre as palavras; é realmente um programa bastante divertido de usar e que enriquece muito a linguagem. Outra utilidade do Wordnet pode ser vista por meio da utilização do comando "define:" no Google. Utilizo tal comando quando estou fazendo traduções. Por exemplo, vejam o que aconteceria se eu digitasse define: spleen no Google (clicando ali, sobre o link... rs...).

VisualWN 2.0 - O programa descrito acima, o Visuwords, possui um sério problema: a dificuldade de instalação para uso offline. Em máquinas *Nix a instalação não é das mais difícieis, em máquinas com o Windows XP ou 2000 também não, mas em máquinas nas quais o Windows Vista está instalado, instalar o Visuwords pode se tornar uma via dolorosa. Para quem não quiser passar por tais argruras, a opção é usar o VisualWN. Veja a comparação: para instalar o Visuwords no Windows Vista eu precisei instalar o Apache e configurar ele a mão, instalar o PHP 5 manualmente por meio dos arquivos zipados e configurar a mão, depois instalar o Visuwords utilizando os arquivos do Wordnet. Qual o problema em instalar o Apache e o PHP no Vista? Se você quiser descobrir a resposta para esta pergunta, tente por si mesmo... Eu consegui, não é nada impossível, mas é realmente idiota ter de fazer tantos passos para instalar um programa que, embora seja muito interessante, é razoavelmente simples. Para utilizar o VisualWN, tudo o que você precisa é ter o Java instalado. Nada de configurações manuais e coisas do tipo. Basta baixar o arquivo, descompactar em uma pasta (se for no Vista, recomendo em uma pasta no diretório do usuário mesmo) e sair usando. Outras vantagens do VisualWN são os 3 diferentes modos do programa e a interface que lembra os antigos programas com janelas dentro de suas janelas. A desvantagem é que ele se utiliza de um dicionário mais antigo do Wordnet (que, acredito eu, pode ser atualizado pelo usuário -- embora eu ainda não tenha tentado isso).

OpenOffice.org - Todo acadêmico de Psicologia precisa elaborar trabalhos no computador, não tem como escapar disso. São artigos, resenhas, apresentações, tabelas de estatística, etc. Logo, é necessário ter uma suíte Office instalada. Considero que hoje em dia existam 3 opções principais para quem usa computadores PC-IBM: o OpenOffice, o BrOffice e o Microsoft Office. O Microsoft Office já foi uma suíte Office meia-boca, quando era utilizável. Porém, na sua última versão, resolveram remodelar a interface do usuário, adotando o que chamaram de 'fluent flatulent user interface' - graças a tal mudança, os usuários que eram 'fluentes' no uso da suíte Office se encontram perdidos na bagunça de menus de caixinhas de opções criadas pelos sádicos da MS. Além disso, o MS Office é fraco em recursos: ele não permite, nativamente, que os arquivos sejam exportados para os formatos PDF ou Flash, apenas para o formato pouco conhecido - logo bastante inútil - XPS; ele também não possui um corretor ortográfico tão poderoso quanto aquele que foi desenvolvido pela equipe do BrOffice. Ah, e o MS Office fez a proeza de adotar um formato de documento - supostamente aberto - que não é compatível com nenhuma das versões anteriores... O OpenOffice e o BrOffice possuem uma interface gráfica que dispensa qualquer aprendizagem por quem utilizou alguma suíte Office nos últimos 10 anos. O OpenOffice e o BrOffice são capazes de abrir tanto seus próprios documentos, gerados em qualquer versão, quanto os documentos do MS Office, inclusive os documentos no novo formato 'aberto'. O OpenOffice e o BrOffice são capazes de exportar, nativamente, seus documentos para o formato PDF, Flash e para os formatos clássicos do MS Office, e seus documentos - em geral - ficam menores (ocupam menos espaço) do que os da concorrência. A equipe do BrOffice desenvolveu um dicionário gigantesco para o verificador ortográfico na língua portuguesa, tanto sem, quanto com o acordo ortográfico; e um gigantesco dicionário de autocorreção, que são 100% compatíveis com o OpenOffice. Então, qual o motivo que me leva a diferenciar o BrOffice do OpenOffice? Bom, o motivo é que o BrOffice possui bugs que não estão presentes no OpenOffice. Bugs são erros de programação que fazem com que o programa não funcione da forma que deveria. No meu uso diário, nunca fui capaz de notar nenhum bug importante no OpenOffice. Contudo, no BrOffice, já me deparei com alguns bugs incômodos, tanto nas versões 2.x quanto nas versões 3.x. Como posso gozar de todos os recursos em português do Brasil no OpenOffice, e como o desenvolvimento deste sempre corre na frente do desenvolvimento do BrOffice, eu considero que o OpenOffice seja uma escolha mais sensata para um conjunto de aplicativos tão importante para a maioria dos usuários de computador. Dica para quem usa o OpenOffice: ir verificando os erros pessoais de digitação e ortográficos cometidos ao longo do uso, e ir incluindo tais erros e suas respectivas correções no dicionário de autocorreção. Novo! - Dicionário de termos técnicos de Psicologia para o OpenOffice/BrOffice 3: eu mesmo fiz, inclui palavras em português, inglês, francês, alemão e latim, nomes de cientistas e teóricos, etc. Inclui muitas palavras que o OpenOffice já reconhece por padrão, mas o motivo pra isso é que, para tornar a tarefa de criar o dicionário menos monótona, eu fui escrevendo todas as palavras relacionadas à Psicologia que iam me ocorrendo. A grande maioria das palavras - e certamente todas as palavras complicadas - eu verifiquei a ortografia nos livros, o único porém é o seguinte: nenhum dos meus livros conta com as regras novas do acordo ortográfico (óbvio), logo a hifenização de algumas palavras pode não estar de acordo com as novas regras.

domingo, 5 de abril de 2009

Possibilidades para o uso de sinais bioelétricos na TCC

Esta semana pude assistir a algumas palestras sobre Terapias Cognitivo-Comportamentais para casos refratários, em Porto Alegre, e fiquei muito interessado pelos pressupostos teóricos e pelos métodos práticos apresentados.
Quando retornei a Rio Grande, acabei cruzando com um artigo que fala sobre o uso de sinais bioelétricos para influenciar o comportamento de robôs, com dispositivos disponíveis comercialmente.
Ainda sei muito pouco sobre Terapias Cognitivo-Comportamentais, tanto que adquiri dois livros introdutórios sobre o assunto justamente no intuito de me tornar mais informado, mas logo vi que existe a possibilidade de tirar proveito de uma tecnologia como a de neurofeedback no contexto terapêutico.
O artigo Using Bio-electrical Signals to Influence the Social Behaviours of Domesticated Robots [cache - html], de Saulnier, Sharlin e Greenberg, da University of Calgary demonstra que é possível utilizar dispositivos como o OCZ NIA para afetar o comportamento de um robô como o iRobot Roomba de modo que este reaja conforme o estado emocional do sujeito. Nos testes conduzidos, o robô foi programado para afastar-se do caminho do usuário na medida que eram detectados sinais bioelétricos condizentes com estresse e ansiedade.
Um dos aspectos relevantes desta tecnologia para o contexto terapêutico é que tais sinais bioelétricos podem ser dectectados antes que o sujeito emita alguma forma de comportamento que denuncie seu estado emocional, sendo que tais sinais podem ser monitorados, quantificados e registrados de forma bastante precisa por meio de um software como o BioEra. É possível, desta forma, programar o robô para emitir comportamentos úteis na medida e no momento exato em que forem necessários.
O BioEra, além de poder ser ligado ao OCZ NIA, também pode receber inputs simultâneos de outros sensores, como detectores de frequência cardíaca e temperatura da pele, como o Polar HRM Transmitter.
Os equipamentos são relativamente discretos, se comparados às tecnologias anteriores, e podem ser úteis, por exemplo, na adequação e na mensuração do progresso no tratamento de fobias, onde o robô poderia ser o agente de exposição interativa.
No minicurso ministrado pelo Prof. Robert Friedberg também foi levantada a importância de eliciar as emoções às quais os pacientes estarão expostos no seu dia a dia. Certamente seria fácil utilizar um robô no controle e gerenciamento da raiva e da frustração programando alguns comportamentos particularmente irritantes com a vantagem da monitoração e do registro das respostas fisiológicas do paciente.

Para mais informações sobre a pesquisa do uso de sinais bioelétricos para influenciar o comportamento de robôs, sugiro o seguinte link:
Using Bio-electrical Signals to Influence the Social Behaviours of Domesticated Robots
http://www.paulsaulnier.ca/academic/projects/roomba_bci_stress/

segunda-feira, 23 de março de 2009

E se fosse assim?

Já pensou como seriam as relações humanas se nossos sentidos convertessem as ondas sonoras em imagens e a luz refletida nos objetos em sons? Não é algo muito difícil de imaginar, na verdade existem tecnologias que até permitem experienciar isso: no site "Seeing with sound" é possível baixar o software "the vOICe" que converte imagens em ondas sonoras e basta usar qualquer plugin de análise de espectro no seu media player favorito para visualizar ondas sonoras.
Com um pouco de criatividade, é possível usar ambos em conjunto para simular a experiência e, até mesmo, fazer algo do tipo... Converter uma imagem para som e o som para imagem na forma do espectro sonoro... Bem sinestético. :D
Ok, mas qual o motivo para falar sobre isso agora?
Nada de especial, só uma "ilustração" de como a maneira singular como vemos o mundo é meramente uma ilusão útil para a nossa sobrevivência. Vemos a realidade em sua totalidade? Obviamente que não, nem o mais são de nós. Por exemplo, não somos capazes de enxergar a luz infravermelha, nem a assinatura de calor do mundo ao nosso redor, sem recorrer à tecnologia para tanto. Nossos demais sentidos também têm seus limites... Provavelmente por razões de economia metabólica - o quanto de energia que nossos ancestrais tiveram acesso ao longo da evolução e o quanto desta energia eles podiam despender apreendendo o ambiente para que continuassem vivos.
Nos faz pensar sobre aqueles indivíduos que interagem com a realidade de uma forma não-padrão, sejam autistas ou esquizofrênicos... O nosso jeito de enxergar a realidade, embora adequado para o ambiente no qual vivemos e para a sociedade e cultura que construímos, não é necessariamente o único jeito correto. Morcegos, baleias, tubarões e outras criaturas possuem sentidos que lhes permite sobreviver em seu meio, na sua realidade biológica, que diferem bastante dos nossos.
Certo é que, temos capacidade de criar uma sociedade na qual os indivíduos que diferem da maioria possam ter uma vida mais digna e mais repleta do que a atual configuração permite. E quanto mais penso, mais motivos encontro para que sejam realizados esforços neste sentido.

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Relendo isso me lembrei de um experimento um tanto famoso na psicologia mas do qual - que vergonha - não consigo me lembrar do nome do cientista responsável, no qual foi utilizado um aparato ótico feito de espelhos para que seu usuário enxergasse o mundo sempre de cabeça para baixo. Tal experimento surgiu dos questionamentos levantados pelo conhecimento de que o mundo, de fato, é projetado de cabeça para baixo na nossa retina...
Seria um experimento e tanto ter duas ou mais pessoas (voluntários) utilizando algum aparato, como um computador de vestir, para que recebessem a informação das ondas sonora exclusivamente na forma de imagem e as informações luminosas exclusivamente na forma de som, durante um período determinado de tempo, para determinar quais adaptações ocorreriam ou se nenhuma adaptação seria possível... (:

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Atualização: Andei testando o software "the vOICe" e recomendo para quem quer que possua um computador com webcam... Esta última versão que usei é bastante funcional e muito interessante. Fiquei imaginando, até, o quanto seria interessante fazer um vídeo artístico utilizando o programa no modo 3D. Neste modo os sons - e as imagens - que ele gera durante o rastreamento aparecem como visões em meio à ondas formadas na água... Ah... Deve ter soado estranho isso. Mas é a analogia que me vem em mente agora.

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Atualização 2: Lembrei do experimento a que me referia, lá vai "síntese":
Em 1896 o psicólogo George Stratton publicou um artigo chamado: "Some Preliminary Experiments on Vision Without Inversion of the Retinal Image" (Alguns Experimentos Preliminares sobre a Visão Sem a Inversão da Imagem da Retina), descrevendo a sua experiência utilizando lentes que projetavam a imagem do exterior de "cabeça para cima" na retina: a imagem é normalmente projetada de cabeça para baixo e processada pelo sistema nervoso para que possamos enxergar o mundo de cabeça pra cima, sendo a imagem projetada de cabeça pra cima a pessoa passa a enxergar o mundo de cabeça pra baixo.

Depois de procurar um pouco, encontrei o paper no Google, que pode ser acessado neste endereço no formato pdf:
http://www.cns.nyu.edu/~nava/courses/psych_and_brain/pdfs/Stratton_1896.pdf
E neste endereço no formato html:
http://74.125.47.132/search?q=cache:pELc32OqlAYJ:www.cns.nyu.edu/~nava/courses/psych_and_brain/pdfs/Stratton_1896.pdf+George+M.+Stratton.+Some+preliminary+experiements+on+vision&cd=1&hl=pt-BR&ct=clnk&gl=br

Considero esse um dos experimentos mais originais e criativos em psicologia. O problema proposto foi o seguinte:
"O propósito destes experimento, dos quais apenas os prelimares são relatados, é esclarecer, se possível, a assunção de correção. Será a imagem invertida uma condição necessária para que vejamos as coisas de forma correta?"
Os resultados foram, em resumo, estes:
"Com relação ao campo visual do observador, a sensação de que o campo estava invertido permaneceu, em geral, durante todo o experimento. Por vezes, contudo, houveram variações peculiares neste sentimento de acordo com a atitude mental do observador para com a presente cena. Se a atenção era dirigida principalmente diretamente para frente, e as coisas eram visualizadas apenas com a atenção indireta, elas pareciam claramente invertidas. Porém, quando era dispensada atenção total aos objetos, estes frequentemente pareciam estar na posição normal e, se isso era uma anormalidade, esta parecia estar comigo, como se a cabeça e os ombros estivessem invertidos e eu estivesse vendo os objetos daquela posição, como as crianças fazem ao ver as coisas por entre as pernas. Outras vezes, a inversão parecia se restringir apenas à face e aos olhos. Ao remover os óculos, no 3o dia, não aconteceu nada de peculiar. A visão normal foi instantaneamente restaurada sem nenhuma perturbação na aparência ou posição dos objetos."

Ou seja, ao observar indiretamente os objetos ao redor, estes pareciam estar de cabeça para baixo, mas ao observar diretamente os objetos, estes apareciam na posição normal e a sensação que se tinha era a de que a cabeça do observador estivesse de cabeça para baixo!! O.o
Outra coisa muito legal neste experimento é o aspecto de ser uma investigação em primeira pessoa, na qual o observador é o sujeito da experiência também. Apesar de ser um tipo de experimento bastante complicado no aspecto científico, hoje em dia tem se falado muito em elaborar novos meios de tornar estes experimentos mais válidos para investigações em neurociência das funções superiores do cérebro humano.

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Natal, LUKS e Concha y Toro

Este é o meu primeiro natal enquanto vegetariano - querendo ser vegano - e, também, o primeiro natal que passo sozinho em casa. Totalmente sozinho não, minha gata siamesa Luria está aqui comigo me fazendo companhia. E eu fazendo companhia a ela. Embora provavelmente ela nem saiba que é natal. Que diferença faria para uma gata, não é?
Neste natal, resolvi me dar de presente a aprendizagem da configuração "manual" do LVM com LUKS no Linux, e uma taça de espumante Concha y Toro caso tudo corresse bem.
Nem pensei em fazer a configuração às escuras, então perguntei àquele que tudo sabe - o Google - por alguém que já houvesse feito o processo manualmente, de preferência com dual-boot.
A escolha por dual-boot não é a que vejo como ideal... O Windows, especialmente o Vista, na maior parte do tempo mais parece com um enorme trojan horse do que qualquer outra coisa. Mas como eu estou com esse HDD de 160 GB, que é uma infinidade para quem não tem a menor intenção de ficar armazenando vídeos ou músicas (o YouTube existe para isso) ou instalando jogos comerciais no disco, e como posso vir a precisar utilizar algum aplicativo que seja mais cabeludo de rodar 'emulado' no Linux, com o InVesalius ou o 3D Slicer ou o Visuword, resolvi que seria por bem dedicar um pedacinho do meu espaço em disco para essa plataforma ciclópica.
Para tanto eu usei os CDs de instalação que vieram com o notebook da Dell, tendo previamente formatado o HDD em 31 GB (sim, só 31 GB) para o Vista e deixando o resto como espaço não alocado. Utilizei o CD de instalação do Vista, o CD de instalação dos drivers e aplicativos de suporte (afinal, eu paguei pelo suporte comprando uma plataforma Dell), o CD do Works - mais pela possibilidade de visualizar e formatar alguns documentos do MS Office sem as poucas falhas que podem ocorrer na composição do OpenOffice... E foi só. Não instalei - pelo menos por enquanto - os CDs com aplicativos de gravação de mídias ópticas e nem de execução de DVDs. Não pretendo gravar CDs no Vista e, se eu vier a assitir alguma coisa, irei assistir pelo VLC Media Player, que foi um dos aplicativos opensource que instalei.
Outros foram o OpenOffice 3, Firefox (evidente), Inkscape, Argumentative (um dos motivos para ter o Vista instalado), Audacity, 7zip, PEBL e GIMP. De freeware instalei o IrfanView, Picasa, Google Desktop, Google Earth e o Foxit Reader.
Fiz os updates necessários no Vista, configuração bem básica de alguns programas, e passei logo para a instalação do Ubuntu no restante do espaço em disco.
A primeira questão que passou pela minha mente em relação à instalação do Ubuntu foi quanto a versão que seria instalada. Seria o Hardy Heron, 8.04.1 LTS, com suporte extendido e talvez mais estável, ou seria o Intrepid Ibex, 8.10, que eu já vinha usando a algum tempo com bastante sucesso? Acabei optando pelo Intrepid Ibex, pois este já havia demonstrado suporte total e excelente ao meu hardware, inclusive com o gerenciamento de energia.
Tendo optado a versão, a primeira coisa que botei na cabeça foi o seguinte: esta não será uma instalação teste drive... Vou fazer o melhor para, como quando instalei a versão 7.10, Gutsy Gibbon, não ter que ficar pensando em sistema operacional, mas sim em o quê fazer de produtivo num sistema operacional.
Escolhi a versão Alternate, pois me permite acessar algumas opções com mais facilidade, inseri o CD no drive, reiniciei o computador, na tela de inicialização da instalação optei pela língua inglesa como padrão para o sistema operacional - é fato conhecido de longa data que a língua nativa de um sistema operacional é mais estável -, fiz as opções para teclado (ABNT2) e vídeo (1280x800 VESA), e prossegui com a instalação.
Confirmei a língua inglesa, escolhi a localidade como South America / Brazil e, finalmente, cheguei à configuração do particionamento do disco.
Me aproveitei do meu 'velho' notebook V43 todo detonado no qual está instalado o Ubuntu 6.06 LTS - já sem suporte, Dapper Drake, acessei o Google e busquei por uma luz. Luz brilhante, perfeitamente elaborada, que encontrei na forma de um passo-a-passo, uma verdadeira receita de bolo, no blog Learning in Linux - Marvelling at GNU/Linux tools, datada de 23/04/2008. O passo a passo era destinado ao Ubuntu 8.04 Gutsy Gibbon, mas funcionou perfeitamente no Ubuntu 8.10 Intrepid Ibex.
As explicações são muito boas e embasadas no manual Debian, como é possível ver no post - "[...]never trust a lame blogger: you can read more about your choices in the Debian Installation manual". (;
Também, aqui, é notável a fidelidade no Ubuntu ao padrão Debian nos aspectos críticos do sistema, como a configuração do Logical Volume Manager.
Li atentamente as recomendações e dei uma olhada no manual de instalação do Debian para esclarecer algumas dúvidas, e optei por seguir as linhas sugeridas, inclusive mantendo um espaço dedicado para futuros snapshots do sistema operacional.
Dediquei o mesmo espaço para o Swap, cerca de 1,01 GB, bem mais do que o necessário - em geral minhas instalações do Linux não fazem uso do swap -, o dobro para o sistema, totalizando cerca de 20 GB para a raíz, uma vez que volta e meia gosto de testar softwares novos nos repositórios e isso acaba ocupando bastante espaço, e mais de 90 GB para home, onde fica armazenado aquilo que eu for produzir ou muitos dos materiais de consulta, como artigos que eu venha a baixar da Internet.
Estas configurações foram feitas manualmente pela configuração de volumes lógicos do gerenciador de particionamento da instalação alternativa. Se eu houvesse utilizado o modo assistido para o disco inteiro criptografado, não poderia manter a instalação do Vista - não que isso seja uma grande coisa, mas no meu caso se aplica como explicado acima -; e se eu houvesse escolhido o modo assistido para o espaço disponível, não poderia gozar da criptografia do modo descrito aqui e ainda perderia mais espaço com o swap.
Outro ponto que vale a pena fazer referência, é que, enquanto eu quero que esta seja uma instalação estável - um futuro 'frozen' - resolvi seguir as linhas de segurança sugeridas. Por exemplo, poderia ter feito a partição lógica de boot com apenas 100 MB, mas para manter-me nas linhas de segurança configurei a mesma para os típicos 250 MB.
E foi isso, com o Positivo V43 no colo, conectado, e com o Vostro 1510 na cadeira, ao lado do sofá, fiz toda a configuração manual do LUKS graças ao blog referido e ao manual de instalação do Debian, e embora eu duvido que houvesse conseguido sem a possibilidade de consultar a estes materiais, uma vez realizada a instalação, é preciso admitir que foi fácil. Bastou captar a lógica por trás da mesma.
Terminada a instalação do sistema, realizei o primeiro boot, estava tudo ok, abri minha garrafa de Concha y Toro, fiz um brinde com a Luria, e degustei uma taça do ótimo espumante, com meu ótimo sistema operacional, pronto para as demandas de segurança de armazenamento de dados do século XXI ("[...] pode ajudar a sua decisão saber que em 2000, o AES foi escolhido pelo American National Institute of Standards and Technology como o algoritmo de encriptação standard para proteger informação sensível no século XXI").
Desejo um feliz natal a todos os estudantes e praticantes da Psicologia, aos interessados nos mistérios e enigmas que o árduo estudo da neurologia propõe, aos defensores do software livre, aos que se preocupam com um mundo melhor e mais humano para as próximas gerações, aos defensores dos direitos dos animais, e para todos aqueles que se dedicam a praticar o bem - para alguém, sem olhar para quem - de uma forma ou de outra. Um abração caloroso, saúde e paz.